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A Secretaria de Segurança do Rio vai usar sensores sonoros, similares aos utilizados em Canoas, na Grande Porto Alegre, para responder mais rapidamente a crimes envolvendo disparo de armas de fogo.

No total, a secretaria investiu R$ 1,3 milhão no projeto.

Segundo a Folha de S. Paulo, serão instalados no alto de prédios de sete bairros da zona norte da capital equipamentos capazes de detectar estampidos semelhantes a tiros em um raio de até três quilômetros de distância.

Com o cruzamento da informação de diferentes sensores será possível obter, por exemplo, informações sobre o local onde o suposto disparo foi efetuado, com margem de erro é de dez metros.

O software informará o número de disparos e identificará entre cinco armamentos diferentes.

Inicialmente, os bairros beneficiados são Tijuca, Maracanã, Vila Isabel, Andaraí, Grajaú, Muda e Usina, onde muitas comunidades têm UPPs (unidades pacificadoras).

Em março de 2010, a prefeitura de Canoas adotou o sistema Shotspotter, por R$ 3,5 milhões, com o mesmo objetivo das ações adotadas no Rio.

Com 65 mil habitantes, o bairro Guajuviras, onde o sistema foi instalado, era visto como uma das mais violentas da Grande Porto Alegre. Dos 127 homicídios registrados em Canoas em 2009, 50 ocorreram no bairro, sendo 80% deles com arma de fogo.

Desde a instalação do Shotspotter, que cobre uma área de 3,3 km2 do bairro canoense, a região chegou a ficar 55 dias sem homicídios por arma de fogo, de novembro de 2010 ao início de janeiro desse ano.

Segundo a prefeitura, as reduções em ocorrências na região já foram de 33% (homicídios), 35% (roubos de veículos) e 28% (furtos de veículos).

Leia a matéria da Folha de S. Paulo (para assinantes) nos links relacionados abaixo.