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Existe um mercado potencial na China para fabricantes gaúchos de equipamentos eletrônicos, principalmente de TI. É a conclusão do Seminário Hong Kong - Brasil: Parceiros Estratégicos Para uma Nova Era de Oportunidades e Negócios, realizado pela Federasul nesta quinta-feira, 09.

De acordo com a diretora do Hong Kong Trade Development Council no Brasil, Marina Barros, as empresas da China pretendem estreitar laços comerciais com grupos gaúchos tanto para importação de produtos quanto para fixação de parcerias. “Hoje, existem 30 empresas do RS operando em território chinês, e o número deverá crescer rapidamente”, declarou.

Marina também divulgou um estande que estará disponível gratuitamente para empresas gaúchas Hong Kong Eletronics Fair, feira de eletrônicos que ocorre de 13 a 16 de outubro. Segundo a diretora, São Paulo já confirmou a presença de 40 companhias e os gaúchos não podem ficar para trás.

Ainda conforme a representante, a China apresenta um mercado consumidor formado por cerca de 20 milhões de usuários de computador, 431 milhões de celulares e 240 milhões de internautas. Além disso, o país é o terceiro maior consumidor do mundo de artigos de luxo.

Relações
A balança comercial entre Brasil e Hong Kong registrou superávit para o lado brasileiro de US$ 336,4 milhões no primeiro semestre de 2007. O país exportou, neste período, US$ 602,5 milhões, importando US$ 266,6 milhões.
No caso da China, a situação é diferente: o Brasil teve um déficit de US$ 296 milhões, de janeiro a junho de 2007, tendo embarcado US$ 4.914 bilhões e recebido US$ 5.210 bilhões.

RS
O Rio Grande do Sul também contabilizou resultado positivo nas negociações com Hong Kong nos primeiros seis meses do ano. O estado vendeu US$ 104,1 milhões e comprou US$ 5,5 milhões, com saldo de US$ 99,6 milhões.

Com relação à China, os gaúchos repetiram o desempenho com superávit de US$ 214,6 milhões. As exportações ficaram em US$ 395,7 milhões e as importações em US$ 181,1 milhões.