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A Honeywell vai fornecer sistemas de controle de processo para a fábrica de celulose Montes Del Plata, localizada no Uruguai e operada pela joint venture entre a finlandesa Stora Enso e a chilena Arauco, em um investimento conjunto de US$ 1,9 bilhão.

A unidade começa a operar no primeiro semestre de 2013, com produção estimada de 1,3 milhões/ano de toneladas de celulose.

Conforme divulgado pela joint venture administradora, Montes Del Plata será o maior investimento privado do país sul-americano.

“A fábrica terá um impacto significativo nos recursos de produção de celulose da região e na economia local, empregando seis mil pessoas quando a construção estiver a todo vapor e 500 após o início das operações”, afirma Carlos Pastrana, diretor do projeto da fábrica.

Para o empreendimento, a Honeywell vai fornecer tecnologias diversas da linha Honeywell Process Solutions, utilizada nas indústrias de fabricação de processos.

Uma das soluções é o Experion Process Knowledge System (PKS), que será implantada em toda a unidade para integrar subsistemas essenciais, otimizando operações de salas de controle e chão de fábrica.

O escopo do projeto também inclui o Experion MX, sistema de controle de qualidade (QCS) da Honeywell, e o Process Information Management System.

“Atuaremos em cooperação com a Andritz, fornecedora de EPC, e integraremos toda a execução do processo e da automação, garantindo a inauguração da fábrica com capacidade operacional total desde o primeiro dia”, afirma Brad Garnett, diretor Comercial de Automação e Projetos da Divisão de Celulose e Papel da Honeywell.

Tema complicado
Montes Del Plata será o segundo grande investimento realizado com participação finlandesa na área de celulose no Uruguai.

Em 2007, começou a operar no país a fábrica Botnia-UPM, que tem capital finlandês e rendeu brigas entre Uruguai e Argentina, por ficar na divisa entre os dois países.

Na terça-feira passada, 11, o ex-presidente uruguaio Tabaré Vázquez chegou a afirmar, em palestra a estudantes, que em seu mandato (2005-2010) chegou a avaliar a hipótese de “conflito bélico" com a Argentina.

“Durante a disputa pela construção de uma fábrica de pasta de celulose na fronteira entre os dois países, tivemos um conflito muito sério com a Argentina. E eu avaliei todos os cenários, desde um em que não acontecesse nada até um conflito bélico", declarou Vázquez.

Botnia funciona às margens do rio Uruguai, compartilhado pelos dois países, e a Argentina alegava que a planta poluía o rio.

Na disputa, levada ao Tribunal de Haia, o parecer foi favorável ao Uruguai, que pode manter a unidade, construída com investimento em torno de US$ 1,2 milhões, com capacidade atual para produzir um milhão de toneladas de pasta de celulose por ano.