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O Laboratório de Alto Desempenho da PUC-RS (LAD-PUC-RS) receberá pelo menos R$ 1,5 milhão em 2011 para reforço com novas máquinas. O aporte quadruplicará a capacidade de processamento atual.

Segundo o professor Cesar De Rose, coordenador do LAD e professor da Faculdade de Informática da PUC-RS (Facin), R$ 1,3 milhão já estão garantidos pela Finep.

Também estão previstos investimentos de parcerias com a Dell, Petrobras e Neogrid. Os valores não foram revelados.

Inaugurado no ano passado para atender a demanda de pesquisadores de ponta da PUC, o LAD ocupa uma área de cerca de 100 metros quadrados no prédio 32 da universidade. Um terço da estrutura é ocupada pela sala fria.

“Hoje, estamos focando em uma infraestrutura muito parecida com a de data center”, diz De Rose.

São 200 servidores de diferentes marcas e capacidades.

De Rose não revela a capacidade de processamento do centro, mas destaca que o local já fez diferença no dia a dia de quem faz pesquisa no local.

“Hoje o pesquisador consegue fazer 30 a 60 vezes mais do que antes”, estima.

Unir para processar
Antes do LAD, as faculdades da PUC tinham seus próprios laboratório para testes. Na época, em 1999, cada centro de pesquisa investia sua verba em um computador próprio, que nem sempre recebia os cuidados de operação e a manutenção necessários.

“Os pesquisadores tentaram comprar as máquinas individualmente e as instalações começaram a aparecer nas universidades de forma distribuída, às vezes precária, e com operação de pessoas que não são da área. Isso traz problemas e ônus”, relembra De Rose.

Foi então que a universidade começou a criar uma instalação central, ainda em 1999, onde a capacidade de processamento seria potencializada e ficaria à disposição de todos.

Com o passar dos anos, o laboratório foi aumentando até que a inauguração oficial em abril do ano passado, como um órgão de desempeno da universidade. Hoje, os pesquisadores investem no laboratório, em vez de em máquinas próprias com processamento limitado.

“O pesquisador entra com um (o valor de um computador) e usa o potencial de dez”, exemplifica o professor.

Uso ampliado para Tecnopuc e terceiros
No LAD, as máquinas mais rápidas são armazenadas num ambiente adequado, com ar-condicionado, por exemplo, e um grupo de apoio, com cerca de 15 colaboradores, que treina pesquisadores no uso do equipamento.

No pico de uso do segundo semestre de 2010, foram alocadas 70 mil horas, no mês de outubro. A maior parte do uso se dividiu entre as faculdades de informática (50%), física (25%) e biologia (15%).

Segundo De Rose, os serviços do laboratório poderão ser estendidos a outros setores da universidade ainda este ano.

“Estamos no primeiro ano de implantação, com o cuidado de dar um passo depois do outro. Primeiro estamos trabalhando com pesquisadores. Num segundo momento, devemos estender para o Tecnopuc, e depois, para consultoria externa”, projeta.