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Leitores digitais como o iPad, da Apple, e o Kindle, da Amazon, não devem assumir mais de 20% do mercado de livros no Brasil, quando chegarem ao auge.

É o que opina o presidente da rede de livrarias Nobel, Sérgio Milano Benclowicz, em entrevista publicada no Valor Econômico nesta segunda-feira, 26.

De acordo com Benclowicz, os e-books devem ficar limitados a conteúdo acadêmico, técnico e segmentado que hoje não fazem “sentido comercial em papel”.

Para o presidente da Nobel, nem mesmo o baixo preço do conteúdo digital frente ao equivalente em papel deve ajudar.

“Nosso país é subdesenvolvido educacionalmente. Quem compra livros, compra mesmo quando o preço sobe e quem não costuma comprar, não vai começar a comprar porque o preço é menor”, comentou o executivo para o Valor.

Tentativa
De acordo com o Valor, a Nobel já tentou uma entrada no mercado digital há cinco anos por meio de uma parceria com a livraria Cultura na área de e-books, que custou à rede cerca de R$ 1 milhão em investimentos. O investimento afundou em meio ao baixo volume de vendas