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Os gastos com equipamentos semicondutores serão 19,5% menores em 2012 na comparação com 2011, prevê o instituto Gartner.

Segundo os pesquisadores, os gastos chegarão a US$ 51,7 bilhões no próximo ano. Em 2011, o total chegou a US$ 64,2 bilhões. Em 2011, espera-se uma alta de 13,7% frente ao aos gastos de 2010.

“Desastres naturais e a economia terão impacto no mercado de semicondutores”, justifica Klaus Rinnen, pesquisador do instituto.

A baixa, diz o Gartner, deve durar até o segundo semestre de 2012. Até lá, a cadeia de fornecimento e a demanda devem estar balanceadas.

Por segmento, a maior queda deve ser com os equipamentos de wafer, que terão resultado 22,9% menor em 2012, quando comparado a 2011, movimentando US$ 26,76 milhões.

Semicondutores gaúchos
O Rio Grande do Sul tem dois empreendimentos na área de semicondutores.

Um deles é fábrica estatal Ceitec, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, que atualmente trabalha projetando chips para produção terceirizada, com previsão de início da fabricação própria a partir de 2012, segundo o atual titular da pasta a qual a empresa, instalada em Porto Alegre, está ligada, Aloizio Mercadante.

Em São Leopoldo fica a HT Micron, joint venture com participação da coreana Hanna Micron e do fundo brasileiro Parit, controlador da Altus e da Teikon.

Com investimento de mais de US$ 200 milhões, a empresa concluirá as obras na fábrica até o segundo semestre de 2012, sendo a segunda maior instalação de encapsulamento e testes de chips da América Latina, só atrás de uma planta mantida pela Intel na Costa Rica.

As projeções da empresa são de faturar US$ 300 milhões até 2012 e US$ 1 bilhão até 2015, de olho no déficit da balança comercial de semicondutores, que hoje é de US$ 17 bilhões.