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O Rio Grande do Sul lançou nesta terça-feira, 29, o programa de telemedicina para detecção do câncer do colo de útero.

A iniciativa é um convênio entre o governo do estado e o Incolo – Instituto de Prevenção do Câncer do Colo do Útero e inicialmente deve abranger sete municípios: Horizontina, Chiapeta, São João do Polêsine, Tapera, Teutônia, Cristal e Ibirubá.

Só por parte do Estado estão sendo investidos cerca de R$ 150 mil na capacitação e ampliação da rede de tecnologia nos municípios.

Segundo o presidente do Incolo, Paulo Naud, a principal conquista com o sistema é o fato de o paciente não precisar se deslocar do seu município para receber o atendimento adequado.

“Os especialistas serão capacitados nas suas cidades, por meio de aulas online. Além disso, poderão esclarecer dúvidas e discutir sobre os procedimentos em tempo real com o auxílio da internet”, afirmou o presidente.

A Telemedicina já é usada em Porto Alegre desde 2008. Desde o início do projeto, a taxa de não comparecimento às consultas caiu de 30% para 8% nas primeiras unidades beneficiadas, Macedônia (Restinga), Lomba do Pinheiro e Navegantes. A espera foi reduzida de quatro meses para menos de um.

O suporte clínico será oferecido por especialistas do Centro Acadêmico da Ufrgs, em uma parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

O presidente destacou ainda que o câncer do colo do útero é o único tipo que pode ser identificado com a realização de exames. Segundo o Inca - Instituto Nacional do Câncer, a previsão é de que sejam diagnosticados 18 mil novos casos da doença no país, sendo que cerca de 10% no Rio Grande do Sul.