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As vendas de computadores no Brasil subiram 19% no terceiro trimestre de 2010, na comparação anual, aponta o levantamento Brazil Quarterly PC Tracker, realizado pela consultoria IDC Brasil.

Segundo o relatório, foram 3,7 milhões de unidades vendidas.

Frente ao trimestre anterior (2T10), a alta foi de 2%. Entre o total de máquinas comercializadas no terceiro trimestre, 52% são desktops e 48% são notebooks.

A previsão é de que até o final de 2010 sejam comercializados 13,8 milhões de computadores, o que representa 24% mais do que em 2009.

Para o analista de mercado da IDC Martim Juacida, os resultados refletem o “amadurecimento do varejo” , que antecipou as compras de Natal junto aos fabricantes.

“Isso impactou positivamente o terceiro trimestre”, explica. “Apesar de nossa previsão ser otimista, os últimos meses podem ser abaixo do esperado uma vez que os varejistas já estão estocados para as vendas de fim de ano.”, alerta.

Notebooks seguem liderando
No segmento doméstico mais uma vez os notebooks lideraram. Neste último balanço, eles representaram 60% das vendas para o setor.

“Desde 2001 esse tipo de equipamento é objeto de desejo e tem se tornado cada vez mais alvo das estratégias dos fabricantes, que acabam tendo margens de lucros maiores com esse tipo de venda”, diz Juacida.

No segmento corporativo, os portáteis representaram 26% do total de máquinas comercializadas, sendo grande parte delas desktops. Os notebooks avançaram mais lentamente se comparado ao segmento doméstico.

“As empresas ainda investem mais em desktops, porém, aquelas que buscam mobilidade encontram ofertas bastante atrativas no mercado”, completa Juacida, da IDC. Os computadores vendidos para os setores de educação e governo representam 8% do total.

O estudo da IDC revela ainda que o mercado cinza vem registrando quedas consecutivas e no terceiro trimestre representou 25% do total de computadores vendidos.

Segundo o analista da IDC, esse segmento tem perdido força por conta do trabalho realizado pelos fabricantes e pelo varejo. “O varejo hoje é imbatível em comparação com os pequenos integradores no que se refere à facilidade de compra e disponibilidade. A tendência é o mercado cinza cair ainda mais nos próximos anos”.