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Depois de agitar a diplomacia internacional com documentos sigilosos do governo dos Estados Unidos, o site WikiLeaks vai mirar no mundo dos negócios.

O novo foco foi anunciado na noite dessa quarta-feira, 01, pelo porta-voz do site Kristinn Hrafnsson.

"Acredito que no futuro iremos ter mais material pertencente à comunidade corporativa", disse Hrafnsson, segundo a agência Reuters.

Em entrevista publicada na segunda-feira pela revista Forbes, Julian Assange, fundador do WikiLeaks, disse que o site divulgará no começo do ano que vem dezenas de milhares de documentos internos de um grande banco dos EUA.

Bastou ser anunciado, e o vazamento já teve consequências. As ações do Bank of America caíram 3% na terça-feira devido a temores dos investidores de que o maior banco norte-americano possa estar envolvido no próximo lote de documentos do site.

Falando num evento em Londres, Hrafnsson confirmou que o WikiLeaks possui material a respeito de um grande banco dos EUA, mas não o identificou.

Nesta semana, o site divulgou documentos secretos norte-americanos, como telegramas e memorandos, envolvendo diversos países, como China, Irã e o Brasil.

O fundador do site, o australiano Julian Assange, está sendo caçado pelo mundo. Assange foi acusado de estupro na Suécia, crime que ele diz que não cometeu.

Entre as medidas adotadas para localizá-lo está a inclusão do seu nome na lista de mais procurados da Interpol.