A B2W Companhia Global de Varejo, dona dos sites de e-commerce Americanas, Submarino e Shoptime, pode ter que suspender suas atividades por 72 horas no estado de São Paulo.

Em auto de infração em primeiro grau publicado no Diário Oficial paulista dessa quinta-feira, 10, o Procon e determina suspensão e multa, de R$ 1,7 milhão, por irregularidades na entrega de produtos.

De acordo com o Procon, ainda cabe recurso da decisão, que deve ser apresentado pela empresa em até 15 dias. A suspensão e aplicação da multa só acontecerão após a análise do recurso pelo Procon.

Problemas em dobro
Segundo o diário oficial de São Paulo, os casos de irregularidades na venda e entrega de produtos relatados ao Procon tiveram um aumento de 246% no primeiro semestre de 2011, chegando a 3.635 atendimentos.

Em seu relatório, a fundação aponta ainda reincidência da empresa em não entregar produtos.

Caso antigo
No mês de junho desse ano, o Ministério da Justiça já tinha notificado a B2W por alguns atrasos, solicitando esclarecimentos com relação a vendas no Rio de Janeiro.

A empresa chegou a ser temporariamente proibida de aceitar novas encomendas de clientes cariocas.

Preço do mau atendimento
Além da incomodação com a justiça e órgãos de defesa do consumidor, a B2W paga pela má fama e sente no bolso os reflexos do mau atendimento.

Pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Relacionamento com o Cliente (IBRC) aponta que o Submarino despencou da terceira posição em 2009 para o 41º lugar em 2010 em melhor atendimento.
 
No mesmo levantamento, a Americanas.com caiu de sexto para 45º do ranking. Segundo analistas, o resultado é um indício de que os constantes equívocos dessas lojas afetaram o modo como seus clientes as veem.

Além disso, B2W registrou prejuízo consolidado de R$ 20,9 milhões no segundo trimestre de 2011, uma queda de 217% frente aos R$ 17,9 de lucro do mesmo período do ano anterior.

O balanço da empresa de comércio eletrônico veio com um aumento de dois dígitos na linha de despesas, sendo o maior deles equivalente às perdas com vendas, que cresceram 12,3%, somando R$ 288,7 milhões no primeiro semestre.