Romero Rodrigues

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Com 11 empresas sob seu guarda-chuva, e apenas uma delas sendo, de fato própria, o BuscaPé tem na sua estratégia de aquisições um jeito mais rápido de agregar boas iniciativas em torno do que Romero Rodrigues, o presidente de 33 anos da empresa, dá quase nome de seriado nerd.

“Queremos a Confederação do melhor consumo”, diz Rodrigues.

Por enquanto, o BuscaPé ainda está longe de uma Federação à Star Trek – que na ficção reúne 150 planetas-membros – mas se mantiver o ritmo de aquisições, um dia chega. Nos últimos seis meses, a empresa comprou 70% Navegg e 75% da E-Behavior, além de lançar um projeto em que dará R$ 300 mil por 30% de participação numa startup.

“Queremos ideias. Queremos pegar a ideia B e tocar com a equipe A”, prevê.

Decifrando a declaração, Rodrigues relembra a aquisição do Zip.Me, agregador de compras coletivas hoje chamado de Save.Me, comprado em setembro de 2010, em 75%, de dois sócios.

“Na época, eram só 30 sites de compras coletivas no Brasil (hoje são mais de mil) e eles colocavam as ofertas na mão, das 0h às 5h, para disponibilizar os dados aos seus usuários. Além disso, eles já tinham 700 mil visitas por mês sem qualquer anúncio ou publicidade”, relembra.

A solução da “confederação” foi oferecer a automatização da ideia por trás do Save.Me – sem serões na madrugada para agregar as ofertas – com a tecnologia do BuscaPé.

“Facilitou pra eles e nós ganhamos com um serviço que seria complicado pra gente aproveitar. Além da força que a marca já obtinha”, completa o executivo.

Hoje, o Save.Me já atua além das fronteiras brasileiras, reunindo 113 ofertas e atuam em 10 cidades, de 20 sites de compras coletivas na Argentina, ajudando na internacionalização das operações do BuscaPé.

Uma das últimas aquisições, em fevereiro, foi do Dinero Mail, também argentino. Além da Argentina, o site opera no Chile, Colômbia, Peru, México e em mais 28 países.

Rodrigues participou, na noite de segunda-feira, 11, do 24º Fórum da Liberdade, que se realiza na PUC, em Porto Alegre.

O executivo não adiantou metas de aquisições, mas deixou claro que a porta está sempre aberta.

“Nós buscamos ideias boas, que inspiram paixão, sejam originais e tenham um mínimo de qualidade técnica. Mas isso tem de começar nos próprios sócios. Gente que quer vender 100% do negócio de cara não nos inspira”, conclui Rodrigues.