Felipe Boff, editor do jornal O Caxiense

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O Caxiense, um semanário com tiragem de pouco mais de 5 mil exemplares semanais de Caxias do Sul, na serra gaúcha, tornou-se o primeiro jornal do Rio Grande do Sul a ter um app para iPhone, desenvolvido pela Flip Studio, também de Caxias, largando na frente de empresas de nível nacional na região.

Para o Caxiense o feito não é uma ação isolada. A publicação, que tem um ano de existência, investe no uso da Internet para se aproximar do público e conquistar leitores para sua edição em papel.

“Pretendemos ter uma comunicação diferente com o leitor. A gente acredita que a internet é um espaço de comunicação entre as pessoas”, explica Felipe Boff, editor do jornal.

As raízes do Caxiense na rede se espalham por pelo menos 11 sites de relacionamento e ferramentas de conteúdo colaborado.

A lista inclui desde hits como Orkut e YouTube até o site de streamings Ustream, o microblog Plurk e a ferramenta Wordpress, base do site, que hoje registra 170 mil pageviews por mês.

Segundo Boff, a ideia é interagir e estabelecer um relacionamento com os leitores, acolhendo sugestões.

Dentro da estratégia, vale experimentar de tudo para aproximar-se do público.

Na edição de número 50, conta o editor, webcams em várias máquinas transmitiram ao vivo o horário do fechamento – quando as páginas são finalizadas – via Twitcam.

“Isso aguçou o interesse pelo que seria a manchete da próxima edição. Assim se criou uma cultura de os leitores pedirem pistas do que é a capa, o assunto, a imagem, e a gente criou isso por dar pistas via Twitter toda sexta-feira”, diz Boff.

Apesar do forte viés online, O Caxiense se mantém distante de duas tendências dos grandes jornais – replicar no site, na íntegra, o conteúdo impresso e cobrar por ele.

No final do ano passado, o jornal Zero Hora, o maior do estado, fechou as matérias impressas replicadas no site para assinantes, após anos de gratuidade.

“A internet não é para aprisionar conteúdos”, defende Boff.

Raramente, explica o editor, os conteúdos se repetem. Salvo algumas exceções, a política é manter o site dinâmico e o jornal mais detalhado, aprofundando os assuntos.

“No momento em que estão migrando para a internet, os jornais parecem simplesmente jogar o conteúdo do impresso na rede, acabam tendo um conteúdo duplo para os leitores”, acredita Boff.

Para o jornalista, o caminho correto é “manter noticiários distintos, na internet e no papel”, evitando a concorrência entre as mídias da própria empresa, salvo exceções em que a réplica de um no outro se justifique para atender o interesse do público.

Todas as redes do Caxiense
No dia a dia da redação, fotos vão para o Flickr e vídeos, para o YouTube.

Coberturas ao vivo, como jogos de futebol, são feitas pelo CoverItLive – um tipo de ferramenta de chat gratuita que permite interagir com leitores e publicar conteúdos multimídia na lista de mensagens.

Pelo Tumblr, informações institucionais, bastidores e divulgações de assinaturas e promoções são veiculadas.

Nas redes sociais, o jornal tem perfis no Orkut, Twitter e Facebook, a rede social em que O Caxiense mais cresce.

Completam a lista de recursos online o site de streamings Ustream, o microblog Plurk e a ferramenta Wordpress, base do site.