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O Brasil era o segundo país que mais utilizava o conteúdo do site Megaupload no mundo, segundo o DomainTools, site analítico de dados na internet.

Do total trafegado, os brasileiros responderam por 8,4%, ficando atrás apenas da França, que registrou 10,3% do tráfego do site desativado na semana passada pelo governo dos Estados Unidos, informa o site.

Os fundadores da companhia são acusados de desrespeitar leis antipirataria e de causar um prejuízo estimado em US$ 500 milhões.

Um tribunal federal da Virgínia, Estados Unidos, ordenou que 18 domínios associados ao site Megaupload.com fossem confiscados nos Estados Unidos e em outros oito países.

Os fundadores do Megaupload e seus funcionários, chamado pelos promotores de "Mega Conspiracy". Eles teriam gerado mais de US$ 175 milhões em rendimentos criminosos, disse a acisação.

Além de terem os endereços confiscados, cerca de 20 mandados de busca foram executados nos Estados Unidos. Os fundadores da empresa - Kim Dotcom, também conhecido como Kim Schmitz e Kim Tim Jim Vestor, e Mathias Ortmann - foram indiciados.

O vice-presidente de marketing e responsável pelo setor de vendas, Finn Batato, o responsável pelo setor de desenvolvimento Sven Echternach e outros funcionários da empresa foram também detidos.

Dotcom, Batato, Ortmann e outro indivíduo foram detidos em Auckland, Nova Zelândia, por autoridades locais na última quinta-feira, disse o Departamento de Justiça dos EUA.

As acusações emergem em um momento em que o Congresso norte-americano tem dificuldades em função de legislação promovida pelas indústrias do cinema e da música para reduzir a pirataria online e o roubo de conteúdo.

Grandes sites como o Google e o Facebook se opuseram e afirmaram que, da maneira como a legislação foi redigida, ela levaria à censura.