Governador do estado, prefeitos e até a polícia entraram na mira dos ativistas virtuais recentemente.

Os ataques de hackers a sites do governo iniciados na semana passada, antes do feriado, não deram folga durante o final de semana. Numa das ações, no último sábado, 25, dados de operações da Brigada Militar, foram acessados e divulgados.

Também no sábado, segundo informações do jornal Zero Hora, dados de autoridades – entre elas o governador gaúcho Tarso Genro – foram invadidos e publicados na internet pelos hackers.

A polícia gaúcha declara que já identificou o autor das invasões, e que analisa se chamará ou não o programador para depor. As autoridades confirmam que se trata da ação de apenas uma pessoa, e não de um grupo.

Esforço em vão?
De acordo com Zero Hora, apesar do peso de um alvo como Tarso Genro dar à ação, os dados não são tão sigilosos assim. A maioria dos dados, como CPF e endereço, são públicas e estão no site do TSE.

Além disso, o número de telefone publicado na rede estaria desatualizado. Não foi informada a fonte das informações.

Mesmo os dados da Brigada Militar (BM), informa o jornal Correio do Povo, não seriam secretos, mas teriam sido obtidos a partir de uma seção do site destinada a divulgar notícias das ações da corporação.

Procergs segue em alerta
Com três mil sites de órgãos públicos nos seus servidores, a Procergs segue em alerta máximo desde a última quarta-feira, 22, quando  hackers disseram ter direcionado ataques a 131 páginas oficiais de municípios gaúchos.

Segundo a companhia, os três municípios atendidos pela estatal não foram afetados.

A Procergs informa, também, que mesmo durante o final de semana  – quando os ataques foram, aparentemente, intensificados – não houve registro de incidentes em seus clientes.

Vazamentos na Petrobras
O LulzSec Brasil teria acessado dados da Petrobras – inclusive do presidente da estatal, Sergio Gabrielli –, totalizando 54 mil contas de e-mails invadidas.

Nomes completos, e-mails, supostas senhas e endereços da rede interna da empresa, além de dados criptografados que estariam sendo descodificados, fazem parte do pacote de informações, de acordo com o Jornal do Brasil, que teria tido acesso às informações.

Já a Petrobras declara que os servidores da empresa não foram invadidos, e que investiga como os dados que originaram reportagens durante o final de semana foram obtidos.

Na manhã de sábado, o grupo atacou e tirou do ar o site do Ministério do Esporte. Na última sexta, a Infraero foi atacada, mas negou o ocorrido, dizendo que o site saiu do ar para manutenção.

O LulzSec informou ao Jornal do Brasil que a Infraero seria um alvo horas antes da queda.