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A Petrobras divulgou nesta sexta-feira, 1º de abril, que comprou a petroquímica gaúcha Innova por R$ 538 milhões.

A empresa adquirida, sediada no pólo petroquímico de Triunfo, já era controlada pela Petrobras Energia Internacional, subsidiária argentina da Pesa (Petrobras Argentina).

Segundo a nota oficial divulgada pela Petrobrás, com a aquisição a Pesa fica livre para concentrar suas atividades exclusivamente na Argentina, ao mesmo tempo em que os negócios da Innova, que focam matérias-primas de borracha sintética, resinas acrílicas e de poliéstes, passam a incrementar o portfólio da petrolífera.

As matérias primas trabalhadas pela companhia gaúcha, segundo o comunicado da Petrobras, são utilizadas na fabricação de materiais como tintas, isopor, pneus e embalagens.

Pedido atendido

Na primeira semana de março deste ano, o deputado gaúcho Raul Pont (PT) havia encaminhado à Comissão de Economia e Desenvolvimento da Assembleia Legislativa um pedido de convocação de audiência pública para debater a transferência do controle da Innova para a Petrobras.

Pont pedia a compra definitiva da petroquímica gaúcha, alegando que o fato de ser controlada pela subsidiária argentina na Petrobras prejudicava o crescimento da companhia.

“Isso porque a Argentina está mais focada na distribuição e não na gestão de uma pequena empresa como a Innova", afirmou o parlamentar em entrevista ao Jornal do Comércio.

De acordo com Pont, comprada pela Petrobras a Innova poderia aumentar a produção e contribuir para o crescimento do estado, apostando no potencial de subprodutos e estimulando o surgimento de empresas da chamada “terceira geração do estireno e poliestireno”.

“Isso traria um importante investimento no nicho petroquímico na região", avaliou Pont. “A produção atual da Innova é destinada, em sua maior parte, para o resto do Brasil, principalmente o Sudeste. Para o estado sobram 12% de estireno e somente 3% de poliestireno”, completou, na entrevista ao JC.

O parlamentar encerrou o discurso à AL-RS afirmando que a Innova “ainda é lucrativa porque não é mal administrada”, mas que a companhia vinha sendo “muito pouco potencializada", o que poderia mudar com a compra definitiva pela Petrobras.