Tamanho da fonte: -A+A

O projeto que cria o Diário Oficial Eletrônico (DOM) de Novo Hamburgo foi retirado da pauta de votações pelo autor, Volnei Campagnoni (PCdoB), na sessão desta quinta-feira, 1º de março. 

 
Segundo informa o site da Câmara de Vereadores da cidade, o vereador pretende “convidar entidades e cidadãos para que a iniciativa seja melhor discutida”.
 
O projeto prevê disponibilização na internet das informações oficiais hoje publicadas em jornais, uma medida que segundo Campagnoni poderia gerar uma economia anual de R$ 1 milhão.
 
A retirada acontece dois dias após a primeira votação sobre o tema, no qual o projeto foi rejeitado por 10 votos a três.
 
O curioso da votação é que Campagnoni, cujo partido integra a base de sustentação do prefeito Tarcísio Zimmermann (PT-RS), teve somente o apoio dos vereadores da oposição Sergio Hanich e Luiz Carlos Schenlrte, ambos do PMDB.
 
Segundo relato do site da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo,  o líder do governo, Matias Martins (PT), parabenizou Volnei pela essência de sua proposta, mas apontou que o projeto deve ser reavaliado.
 
“Os editais devem ter uma repercussão melhor na sociedade”, disse Martins segundo o portal, que não entra em maiores detalhes. A reportagem do Baguete Diário entrou em contato com o gabinete de Martins para obter mais detalhes da posição do líder do governo, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.
 
Segundo fontes familiares com a política hamburguense ouvidas pelo Baguete, a não aprovação em primeiro turno e a retirada do projeto em segundo pode ter mais a ver com a proximidade das eleições municipais do que com a necessidade de melhorar a proposta.
 
Para esses observadores, os vereadores do PT teriam tentado tirar uma bandeira eleitoral de um possível concorrente ao mesmo tempo em que os vereadores do PMDB viram a ocasião para marcar posição como defensores da transparência.
 
Também pode ter influenciado na decisão o fato do projeto prever a retirada total dos anúncios dos jornais da cidade, uma medida que dificilmente agradaria os donos das publicações, que têm nos anúncios do Diário Oficial uma fonte de renda.