Com uma dívida líquida de R$ 1,2 bilhão, a gaúcha Lupatech será socorrida pelo BNDES e pelo fundo de pensão Petros e deve ganhar sobrevida em meio à crise.

Juntas, as entidades, já acionistas da empresa, comprarão R$ 300 milhões em ações, como parte da estratégia para aumento de capital da empresa, que pretende chegar até R$ 700 milhões com a comercialização dos papeis.

Para ser homologado, o aumento de capital depende de um extra de R$ 50 milhões para chegar ao mínimo, parcela que deve vir da GP Investimentos.

A GP entra no negócio porque a operação prevê a incorporação da San Antonio Brasil, subsidiária da San Antonio International, parte do GP desde 2008.

Com a aquisição da San Antonio Brasil, a Lupatech deverá consolidar-se como a maior companhia brasileira de serviços no setor de óleo e gás, com portfólio equivalente em amplitude ao das quatro maiores empresas internacionais do setor.

Segundo a Lupatech, a San Antonio Brasil apresentou, nos últimos anos, importante crescimento no País, tendo atualmente cerca de R$ 1,6 bilhão em contratos firmes (backlog).

A operação vai além do aumento de capital, diz a Exame.com.

BNDESPar, Petros e GP têm a intenção de promover uma reestruturação no Conselho de Administração da Lupatech, que deverá ser composto em sua maioria por membros independentes, e fortalecer a gestão.

Uma das preferidas dos investidores no setor de óleo e gás por diversos anos, a Lupatech parecia ter um futuro brilhante após o fechamento de contratos bilionários com a Petrobrás.

Mas, com o adiamento do cronograma para o pré-sal, o dinheiro que deveria entrar no caixa para compensar os investimentos já feitos acabou não vindo.

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