Marmitt assume a Canoastec

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A empresa municipal de TI de Canoas começa a sair do papel.

Foi empossado nessa segunda-feira, 05, o diretor-presidente da Canoastec, Luiz Alexandre Marmitt, ex-CIO da Paquetá e sócio-diretor na AGB2.

Marmitt assume uma operação que poderá contar com até 68 colaboradores, focada na TI municipal.

“Nossa prioridade é a infraestrutura de rede da prefeitura, que hoje tem uma volatilidade muito grande de locais e acaba ficando relegada”, diz Marmitt.

Manutenção de serviços críticos
Uma das principais preocupações será dar suporte a sistemas críticos, como o Teleagendamento – serviço para marcação de consultas que foi ativado na semana passada, com 28 atendentes. Nessa segunda-feira, o número de marcações de consultas já era 30% superior.

“Isso precisa ter uma garantia de contingência de servidores, links e energia”, completa Marmitt.

Procura-se
O próximo passo para a empresa é formar o quadro de pessoal. Um concurso deverá ser marcado para breve, compondo a estrutura. Apesar de ter 68 cargos à disposição, Marmitt ressalta que a empresa não precisa, já na largada, preencher todos os cargos.

Gerida por um conselho de administração que aterá participação ativa da prefeitura, fonte dos orçamentos da Canoastec, a empresa será ligada diretamente ao prefeito.

Canoas merece
Município com 324 mil habitantes e PIB per capita anual de R$ 38 mil, Canoas entra num grupo seleto no Brasil, o dos municípios com companhias de processamento de dados.

Na Associação Brasileira das Entidades Municipais de Tecnologia da Informação e Comunicação (Abemtic) são apenas 11 cidades com iniciativas similares – dos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Piauí, Pará, Goiás, Espírito Santo, Bahia e Amazonas.

Alguns dos associados são, inclusive, menores que Canoas, como Cachoeiro de Itapemirim (ES), com 190 mil habitantes e PIB per capita de R$ 11,3 mil.

Outros projetos em TI
Além da Canoastec, a cidade planeja um parque para atrair empresas que desenvolvam tecnologias compatíveis com setores da economia já presentes na região.

Em novembro do ano passado, o projeto foi lançado, com o custo estimado de R$ 100 milhões.

Chamado de Parque Canoas de Inovação (PCI), o projeto envolve a construção de prédios, parques e até um presídio (de 3 mil vagas para o semiaberto) numa área de 550 hectares no município, na Fazenda Guajuviras – BR-116, ao lado do bairro Guajuviras.

Segundo Jerson Luiz de Lima, gerente do projeto, os R$ 100 milhões representam apenas o gasto em infraestrutura, como energia, telefonia e outros serviços básicos para as instalação das companhias.

“Parte desse aporte deve vir da própria prefeitura, mas também trabalharemos com a capitação de parceiros, ou um âncora (investidor maior), para financiá-lo”, diz Lima.

De acordo com o gestor, algumas empresas já estão na mira do PCI, e os primeiros contatos deverão ser feitos a partir de maio de 2012 para início de obras no local.