Cerca de uma semana depois de anunciar a transferência de sua sede administrativa de Porto Alegre para Indaiatuba, cidade metropolitana de Campinas, interior de São Paulo, a John Deere voltou a divulgar cortes em sua operação no Rio Grande do Sul.

A companhia anunciou na sexta-feira, 02, a demissão de 104 funcionários de sua unidade de Horizontina – segundo corte realizado nesta fábrica este ano.

Em nota enviada à imprensa, a empresa informa que o corte se deve a um “processo de reestruturação” focado no “aumento da eficiência e competitividade” dos negócios.

Em abril deste ano, a John Deere já havia demitido 230 funcionários da linha de produção de plantadeiras e colheitadeiras em Horizontina.

Na ocasião, a empresa divulgou nota alegando que se tratava de uma adequação necessária à sustentabilidade dos negócios, devido principalmente à insegurança do mercado argentino, para onde a empresa exporta suas máquinas.

Já no caso da transferência de Porto Alegre para Indaiatuba, a meta é que a mudança comece em janeiro de 2012.

A transferência envolve também a estrutura administrativa do Banco John Deere, braço do grupo responsável por financiar a compra de máquinas e equipamentos.
 
Conforme divulgado pela John Deere, a saída da capital gaúcha se deve a questões logísticas, já que a nova sede de Indaiatuba ficará ao lado de um centro de distribuição de peças que a companhia já mantém em Campinas.
 
Outra vantagem na área seria o aeroporto de Viracopos, em Campinas.
 
A empresa não é a primeira empresa que o Rio Grande do Sul perde para o interior de São Paulo devido a considerações logísticas.

O caso mais famoso foi o fechamento da fábrica da Dell em Eldorado do Sul em 2006, com a transferência para Hortolândia.