O Brasil pode ser o terceiro maior no mercado automobilístico até 2016, segundo o estudo “Global Automotive Executive Survey 2012 - Managing growth while navigating uncharted routes”, realizado pela empresa de auditoria KPMG internacional.

Hoje, o país ocupa a quinta posição entre os grandes mercados de veículos.

A pesquisa, que contou com a participação de 200 executivos de várias partes do mundo, mostra ainda que a expectativa é a de que até 2017 o Brasil esteja exportando mais de 1 milhão de veículos ao ano.

As vendas externas brasileiras em 2011 ficaram em 540 mil unidades, de acordo com a Anfavea.      

O estudo aponta vantagens para o BRIC. Com a China liderando o mercado automobilístico, e o Brasil e a Índia em franco crescimento na disputa pelo terceiro posto do ranking global, as perspectivas são de que em 2016 os países do BRIC detenham mais de 40% do market share mundial no segmento.

Para os pesquisados, os carros elétricos, também incluídos entre os temas que envolvem questões da análise, ainda têm um longo caminho a percorrer para se tornarem uma realidade e, por isso, 65% dos entrevistados acreditam que os veículos híbridos são, atualmente, uma melhor solução.

Este cenário tende a ser diferente na China e Japão, onde, respectivamente, 33% e 46% dos executivos ouvidos disseram que os carros elétricos, seguidos dos veículos movidos à célula de combustível serão os mais populares até 2025.

Mesmo assim, a estimativa apurada no estudo indica que entre 9 e 14 milhões de veículos elétricos estarão circulando pelo mundo até 2026.

Além disso, os pesquisados acreditam que a exploração desse novo mercado ainda está em aberto. Apenas 30% dos executivos ouvidos dizem acreditar que as empresas que produzem autopeças originais estarão controlando o segmento em 2025, seguidas de empresas de TI e comunicações.

“Percebemos que as montadoras e os fornecedores de autopeças precisam investir em novas tecnologias, soluções e inovações para contribuir com a evolução do mercad. E tudo isso vai acontecer em um cenário de franco crescimento dos mercados emergentes”, conclui Charles Krieck, sócio das áreas de Industrial Markets e Audit da KPMG no Brasil.