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Apesar do potencial de consumo trilionário, as classes C, D e E seguem fora das prioridades da maioria das empresas instaladas no território nacional.

Em pequisa do instituto Data Popular 71% dos executivos entrevistados admitiram haver resistência para lidar com este público. Além disso, 70% deles concordam que existe preconceito no relacionamento com este consumidor.

Segundo o sócio diretor do Data Popular, Renato Meirelles, saber lidar com a nova classe média e a base da pirâmide é essencial para quem deseja ser líder de mercado.

"Existe um grande abismo cognitivo entre as empresas e a nova classe média. Entender as tendências, motivações e referências deste brasileiro requer humildade e conhecimento especializado", diz Meirelles ao site Canal Executivo.

Para Meirelles, parte da impressão e postura negativas contra essas classes – que representam uma massa de consumo de R$ 1,3 trilhão – se dá pela identificação mais fácil de executivos públicos mais abastados.

“É relativamente fácil traçar estratégias de comunicação para o público de alta renda: eles são, em geral, da mesma classe social que os estrategistas” explica Meirelles. “O 'Brasil de Verdade' fala outra língua”, completa.

Entre as dificuldades encontradas pelos executivos para atingir o mercado popular, estão a falta de conhecimento, comunicação e estrutura.

Pesquisa do mesmo instituto apontou, em 15 de dezembro, que 45% das compras de eletrônicos já são feitas pela classe C. Além disso, os alunos da classe D já são o dobro dos da classe A nas universidades brasileiras.

“A tendência é que a classe C se consolide cada vez mais como a principal consumidora do país”, diz Meirelles.