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O setor aéreo brasileiro se prepara para uma temporada de baixa demanda e altas tarifas.

Segundo informa a Folha de São Paulo dessa quarta-feira, 07, o novo cenário é reflexo da demanda retraída, do combustível mais caro e de um crescimento econômico reduzido pela crise europeia.

Empresas como a Gol já elevaram em 7% o preço do quilômetro voado na comparação entre outubro de 2010 e outubro de 2011, segundo o jornal.

Diante da situação, as empresas estão controlando as ofertas e a aquisição de aeronaves, além dos gastos com combustível – responsável por 35% dos custos das companhias aéreas e que acumula alta de 33% esse ano.

A TAM, por exemplo, que hoje opera 156 aviões, tinha planos de aumentar a frota para 163 no ano que vem, mas agora, fala em 159.

Há meses o setor vinha crescendo 20%, mas em setembro desse ano a taxa caiu para menos de 10%. Em outubro, último mês com dados disponíveis, a expansão foi de 8,8%.

Em contrapartida, o preço médio pago por passageiro por quilômetro voado (yield) da Gol, que até setembro estava 7,6% abaixo do ano anterior, em outubro subiu 7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Além disso, conforme afirma a Folha, a Gol ainda está revisando seu plano de frota, mas já anunciou que, juntamente com a Webjet, só deve aumentar a oferta em 4%.

Para 2012, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que representa 240 companhias aéreas e 84% do tráfego  mundial, reduziu as estimativas de lucros para o setor a US$ 3,5 bilhões contra os US$ 4,9 bilhões previstos anteriormente, e avalia as perdas em US$ 8,3 bilhões se a crise econômica não se estabilizar.