Toma posse nesta tarde a nova ministra-chefe da Casa Civil, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que assume o lugar deixado por Antonio Palocci.

O ex-ministro anunciou a renuncio ao cargo na terça-feira, 07, apesar de a Procuradoria Geral da República ter determinado o arquivamento do pedido de investigação sobre acusações que tratam de sua suposta evolução patrimonial ilícita.

Conforme matérias divulgadas pela Folha de São Paulo, o patrimônio de Palocci aumentou 20 vezes entre 2006 e 2010, período em que foi deputado federal.

O ex-ministro, entretanto, nega ilicitude, bem como favorecimento de sua empresa, a consultoria Projeto, em processos públicos.

Apesar da negativa da Procuradoria quanto à investigação, a oposição do Senado segue firme na luta por uma CPI.

Até agora, um abaixo assinado pedindo a comissão parlamentar de inquérito já alcançou 22 assinaturas, das 27 que são necessárias.

Para o presidente da casa, José Sarney (PMDB-AP), porém, a CPI é dispensável.

Nesta quarta-feira, 08, ele se manifestou contra a instauração da comissão e afirmou que o assunto é “página virada" e que “ninguém pode desconhecer que a figura de Palocci dentro do governo tinha predominância”.

Ainda segundo Sarney, a presidente Dilma Rousseff vai “estabelecer um novo tipo de governar, um novo desenho do governo", o que torna desnecessário continuar batendo na tecla Palocci.