RS tem 2o pior desempenho econômico do país

11/02/2011 10:20

O Rio Grande do Sul teve o segundo pior desempenho econômico do país nas últimas três décadas, tendo crescido a uma média de 2,05% ao ano, enquanto a taxa brasileira foi de 2,4%.

A informação é de um levantamento da Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE).

Conforme a pesquisa, que faz a conjuntura econômica entre 1981 e 2009, o estado fica atrás somente do Rio de Janeiro.

No período, o PIB gaúcho cresceu 75,6%.

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O Rio Grande do Sul teve o segundo pior desempenho econômico do país nas últimas três décadas, tendo crescido a uma média de 2,05% ao ano, enquanto a taxa brasileira foi de 2,4%.

A informação é de um levantamento da Fundação de Economia e Estatística do Estado (FEE).

Conforme a pesquisa, que faz a conjuntura econômica entre 1981 e 2009, o estado fica atrás somente do Rio de Janeiro.

No período, o PIB gaúcho cresceu 75,6%.

Entretanto, em 11 dos 29 anos analisados a expansão foi negativa, com as piores quedas registradas em 1990 (-6,6%), 1995 (-5,0%) e 2005 (-2,8%). E a maior alta foi a de 1993 (10,8%), seguida pela de 1992 (8,3%).

Segundo o levantamento da FEE, o estado já foi o quarto maior do país em riqueza por habitante, mas hoje está ultrapassado por Santa Catarina e Espírito Santo.

Para piorar, o estudo prevê que, se não melhorar a taxa de crescimento, em breve a probabilidade é de que o Rio Grande do Sul fique atrás também do Mato Grosso e Paraná.

Conforme a análise da FEE, a economia gaúcha retraiu após o Plano Real, em 1994, quando o controle cambial afetou as exportações do estado, já que tornou os preços de produtos gaúchos mais caros fora do país.

Em 2010, por exemplo, as exportações cresceram gaúchas apenas 1%, enquanto as brasileiras subiram 32%.

O combate à inflação teria sido outro vilão, gerando pouca valorização das commodities agrícolas no mercado interno.

O levantamento destaca, ainda, as políticas internas de desenvolvimento do estado como falhas na priorização das “reais potencialidades", que seriam, por exemplo, um maior investimento na modernização de polos da economia gaúcha, como o coureiro-calçadista.

Já os incentivos fiscais para atração de empresas, ocorridos nos últimos anos, não chegam a ser motivo de orgulho entre as políticas econômicas adotadas para elevar o crescimento do estado, ressalta o estudo.

Conforme analisado pela FEE, estes incentivos recaíram sobre setores dispendiosos, que não trouxeram resultado tão importante em termos de expansão da economia local.

Para melhorar, a pesquisa sugere que se faça um diagnóstico das reais potencialidades do estado, avaliando novos investimentos e estímulos fiscais para estas áreas.
 

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