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O professor Flávio Rech Wagner, diretor do Instituto de Informática da Ufrgs, foi empossado diretor do Parque Científico e  Tecnológico da federal gaúcha na quinta-feira, 08.

 
A nomeação de Wagner, PhD em Ciências da Computação pela Universidade de Kaiserslautern e pesquisador na área de sistemas embarcados, é mais um passo no projeto do parque tecnológico da Ufrgs, acalentado há anos na instituição.
 
Cauteloso, Wagner prefere não fazer grandes promessas sobre os próximos passos do parque. 
 
“Os primeiros prédios devem estar prontos em um ano, um ano e meio”, calcula o diretor do Parque da Ufrgs, fazendo menção à menor das duas áreas disponíveis para instalação de empresas no Campus do Vale, onde devem ser instalados laboratórios da Petrobrás e da própria Ufrgs.
 
Essa área possui cerca de 13 mil m2. 
 
Para a segunda área, onde estarão disponíveis cerca de 35 mil metros quadrados para instalação de empresas das áreas de energias alternativas, TI, microeletrônica e engenharia de materiais, os prazos são mais longos, podendo chegar a dois anos.
 
“Dependemos da liberação das licenças correspondentes e precisamos também construir a infraestrutura básica de água, luz e dados”, explica Wagner.
 
O projeto prevê que o parque tecnológico ocupe 1/3 do Campus do Vale, o qual possui área total de 6,5 milhões de m2, e irá abrigar empresas incubadas pelas unidades acadêmicas da universidade.
 
Para se ter uma ideia da dimensão, o Parque Tecnológico da Unisinos ocupa uma área de 140 mil m2 do campus localizado em São Leopoldo, enquanto que o Tecnopuc, da PUC-RS, ocupa 50 mil m2 do campus central da instituição.
 
Apesar da demora prevista no início das obras propriamente ditas, Wagner destaca que a Ufgs não está em absoluto partindo do zero do que tange à colaboração entre empresa e universidade, uma vez que já estão em funcionamento quatro incubadoras dentro da estrutura da instituição.
 
Só o CEI, focado na área de informática, tem atualmente 15 empresas incubadas e já graduou mais de 30. 
 
Projetos de pesquisa conjunta com empresas privadas – grupo no qual estão incluídas companhias locais como Altus, Digitel e CP, nascidas na Ufrgs nos anos 80, além de multinacionais como Microsoft, HP e Dell – movimentam atualmente R$ 200 milhões anuais.
 
“Nosso esforço em transferir conhecimento para a sociedade vai ficar muito mais visível com o parque construído”, empolga-se Wagner, colocando como benchmark  na área de parques iniciativas bem sucedidas no estado como o Tecnopuc, na PUC-RS, o Tecnosinos, na Unisinos.
 
A empolgação de Wagner – primo de Jaime Wagner, conhecido empresário da área de TI gaúcha – será necessária para vencer os percalços que vem marcado a história recente do Parque da Ufrgs.
 
No ano passado, a aprovação do projeto de criação do parque tecnológico da universidade, a ser então votado pelo Conselho Universitário foi atrasado por mais de um mês pela pressão contrária de estudantes ligados ao  PSOL, PCdoB e PSTU apoiados por organizações como a Via Campesina e o Movimento dos Trabalhadores Desempregados.
 
Depois de aprovada a formação do parque, a Ufrgs disputou e ficou de fora da lista de aprovados para os R$ 10 milhões em verbas disponíveis dentro do PgTec, primeiro programa do governo gaúcho a conceder financiamento direto a parques tecnológicos.


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