Nex: construção gaúcha rumo aos R$ 2 bi

17/03/2011 10:50

Foi anunciado nesta quinta-feira, 17, o Nex Group, gigante gaúcha da construção civil formada por Capa Engenharia, DHZ, EGL e Lomando, Aita.

A companhia, cuja avaliada por uma consultoria contratada em R$ 500 milhões, tem previsão de alcançar vendas de R$ 2 bilhões até o fim deste ano ou meados de 2012.

Carlos Alberto de Moraes Schettert, presidente da Capa Engenharia e também do Nex Group

Tamanho da fonte: -A+A

Foi anunciado nesta quinta-feira, 17, o Nex Group, gigante gaúcha da construção civil formada por Capa Engenharia, DHZ, EGL e Lomando, Aita.

A companhia, cuja avaliada por uma consultoria contratada em R$ 500 milhões, tem previsão de alcançar vendas de R$ 2 bilhões até o fim deste ano ou meados de 2012.

A fusão - cujo vendas atuais chegam a  R$ 968,5 milhões - não altera, ao menos a princípio e para contratos atuais, as estruturas individuais de gestão das empresas, que passam a operar como unidades de negócio com foco na conquista de mercado em outros estados, já que hoje todas atuam só no Rio Grande do Sul.

A mira inicial está em Santa Catarina, onde áreas já foram adquiridas; Paraná e São Paulo, mercados em que negociações estão em andamento.

Na estruturação do grupo, a Capa fica com 58% de participação acionária, enquanto as demais dividem participação de 14% cada.

Conforme Carlos Alberto de Moraes Schettert, presidente da Capa que agora acumula também a presidência do Nex Group, uma empresa contratada estuda o modelo futuro de atuação e gestão conjunta do grupo, e, entre as metas, não está descartada a possibilidade de formatar equity com algum fundo de investimento, preparando a corporação para IPO.

“Desta união nasce um grupo que reúne 2,9 mil profissionais, 6,65 mil unidades construídas em 2010 e outras sete mil, divididas em 20 empreendimentos, em 2011”, destaca Schettert. “Formamos um grupo de empresas com capacidade produtiva e credibilidade já consolidadas, que permitirá competir fora do estado e também dentro dele, fazendo frente a grandes players que têm vindo para cá”, completou.

Momento mágico
Conforme o presidente, o país e, principalmente, o Rio Grande do Sul, vive um “momento mágico”, com crescimento da economia e aumento da oferta de crédito, especialmente no setor imobiliário, em função de programas como o Minha Casa Minha Vida (MCMV) – um dos principais alvos do Nex Group.

Assim, a holding entra no mercado com estratégias direcionadas a quatro plataformas: MCMV, focada em imóveis na faixa de até R$ 150 mil; condomínios verticais fechados, ao redor de R$ 200 mil, para classe média e média alta; condomínios horizontais fechados, entre R$ 300 e R$ 500 mil; e nichos diferenciados, o que inclui prédios residenciais de alto padrão e corporativos tipo Tripla A.

Todo mundo garantido
Conforme Schettert, a junção das quatro incorporadoras - que já têm sede estabelecida em Porto Alegre - vai exigir reorganização estrutural, futuramente, inclusive nos quadros profissionais, mas não há previsão de demissões.

“Precisaremos redesenhar processos, sem dúvida, em algum momento, e haverá sombreamento de funções, mas com realocações em regionais. Nossos quadros chegaram a demonstrar preocupação óbvia quando do anúncio da fusão, mas já os tranquilizamos inclusive com a afirmação de que deverá haver contratações futuras”, finaliza o executivo.

Veja também

Rossi: realidade aumentada na construção civil

A incorporadora Rossi adotou a tecnologia de realidade aumentada para demonstração de imóveis.

A ação, criada em parceria com a Produtora Santa e a Agência Leo Burnett, é a primeira de realidade aumentada do setor de construção civil brasileiro, segundo a Rossi.

Cloud computing: ganhos para construção civil
Fabiano Closs, consultor em software e gerente Comercial da Softplan/Poligraph, publica artigo no Baguete, nesta sexta-feira, 02.

O consultor explica como a computação em nuvem está presente no dia-a-dia das pessoas e de que forma está otimizando a operação das empresas da indústria da construção civil.
Oracle é líder na construção civil

A Oracle é líder em aplicativos para o setor de construção civil na América Latina. O dado foi divulgado pela companhia durante o Oracle OpenWorld, que reúne em torno de nove mil participantes no Transamérica Expo Center, em São Paulo, desta terça-feira, 10, até a quinta, 12.

Matec: software para construção civil
A paulista Matec Engenharia passa a adotar, em fevereiro, um novo sistema de gestão, além de um software desenvolvido pela própria empresa, o MT 2009.

Em fase de implementação, o BIM - Building Information Modeling, permite a elaboração e gerenciamento de dados de edifícios, avaliando as edificações pré-construídas em terceira dimensão, o que proporciona à equipe de construção simular sistemas de execução da obra.
Mantega diz que economia cresceu 7,5%

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) será de 7,5%, declarou na tarde dessa segunda-feira, 28, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, antecipando o anúncio do IBGE nessa semana.

Segundo ele, a redução de despesa no ano passado, em R$ 50 bilhões, e outros ajustes, como a alta dos juros, não mudam a política do governo e nem são “para derrubar a economia”.

Economia no BR deve crescer 4,5% em 2011

A economia brasileira deve crescer 4,5% este ano, na avaliação de analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC). Essa é a mesma projeção do boletim Focus divulgado na semana passada.

Em 2010, segundo o BC, o PIB cresceu 7,81%.

Para 2012, também foi mantida a estimativa (4,5%) de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país.

Indústria gaúcha começa o ano otimista

Os empresários gaúchos iniciam 2011 otimistas, segundo o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI/RS), divulgado nesta quinta-feira, 10, pela Fiergs.

No estudo, números que estão acima de 50 pontos expressam a confiança do empresariado.

De acordo com os resultados, o indicador de expectativa contabilizou o escore 60,4, o que representa um crescimento de 2,3 pontos em relação a dezembro de 2010.