Roger Agnelli

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, pediu, na última sexta-feira, 18, a saída do presidente-executivo da Vale, Roger Agnelli ao presidente do Conselho de Administração do Bradesco, Lázaro Brandão.

O banco, por meio da Bradespar, é um dos principais acionistas da empresa.

Segundo o jornal Estado de S. Paulo, o objetivo da conversa entre Mantega e Brandão foi oficializar a intenção do governo de trocar Agnelli e iniciar a negociação em torno de um substituto.

A insatisfação do governo com o executivo atual teve início após as  demissões feitas pela companhia durante a crise de 2008, de cerca de 2 mil pessoas, além de cortes em investimentos, que geraram críticas do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dentro do banco, havia a ideia de, não sendo possível manter o executivo, organizar um processo de transição. Mantega, no entanto, quer combinar a troca antes da assembleia de acionistas, em abril.

O ministro também disse que o governo ainda não teria preferência por um eventual substituto e propôs ao Bradesco discutir nomes de executivos de fora ou mesmo da atual diretoria. Brandão ficou de discutir o processo dentro do banco.

Procurados oficialmente e informados do assunto, Bradesco, Mantega e Agnelli preferiram não se pronunciar, informa o jornal.

Embora a Vale tenha sido privatizada em 1997, o governo exerce influência na companhia por meio do BNDES e de fundos de pensão de empresas estatais liderados pela Previ, que são acionistas da mineradora.

Junto com a Bradespar (empresa de participações ligada ao Bradesco) e da trading japonesa Mitsui, eles controlam a Vale.