Cleyton Sousa, gerente de TI da Artecola

A Artecola já entregou 856 quilos de lixo eletrônico para reciclagem em 2010.

Os monitores, gabinetes, teclados, mouses, impressoras e pilhas vieram meio a meio da própria empresa e dos seus colaboradores e foram entregues na Oster, em Novo Hamburgo, que garante o reaproveitamento e correta destinação de todos os resíduos.

“A Artecola não lucra com a venda, mas temos a garantia de que todo material é corretamente reciclado”, comenta Cleyton Sousa, gerente de TI da Artecola.

O lixo eletrônico reciclado é apenas uma parte da preocupação verde da companhia, que faturou R$ 260 milhões no ano passado com a venda de adesivos, laminados, plásticos de engenharia e de equipamentos de segurança (os chamados EPIs).

Além de práticas de economia e adesão ao papel reflorestado, a empresa adotou virtualização em quatro dos seus dez servidores e orientou os  colaboradores a colocarem suas máquinas para hibernar sempre que planejem sair da mesa por mais de cinco minutos.

De olho na economia de energia, Sousa espera que até 2015, 70% da empresa trabalhe com notebooks. “Os custos estão se aproximando cada vez mais e enquanto um PC consome R$ 0,12 por hora em energia, um note não passa de R$ 0,03”, comenta o executivo.

A Artecola planeja levar para fora da companhia o conceito de sustentabilidade, incluindo o tema como um dos quatro pilares das suas RFPs junto com custo, escopo e qualidade.

Quesitos como ISO 14001, processos de reciclagem próprios e adesão às normas da Epeat Gold e Energy Star valerão pontos para os fornecedores da matéria prima dos quase 5 mil produtos vendidos pela empresa.

“Planejo inclusive oferecer nossa experiência para clientes que queiram adotar práticas de TI verde”, adianta Sousa, para quem os departamentos de tecnologia devem tomar a frente nesse tipo de iniciativas por ter contato com toda a organização.

De acordo com o gerente de TI da Artecola, começar com iniciativas nessa área não demanda investimento, apenas atitude. “Muitos colegas CIOs se preocupam pelos custos, mas em um primeiro momento é possível fazer apenas ações de conscientização. Quando os resultados surgem, é hora de avançar”, acredita o gestor.