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A decisão do Copom - Comitê de Política Monetária do Banco Central de reduzir o ritmo de alta dos juros - de 0,75% para 0,5% - dividiu opiniões na reunião desta quarta-feira, 21.

O presidente do Conselho de Administração do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF-SP), Walter Machado de Barros, avalia que os diretores do Banco Central foram precipitados ao diminuir a intensidade do aperto monetário.

"Um mês e meio é pouco tempo para apontar se a economia entrou para valer num processo de desaceleração", avalia o executivo, destacando que o Copom correrá o risco de constatar uma forte retomada do crescimento da atividade interna no último trimestre do ano.

Barros lembra que os preços tendem a subir nos próximos meses por causa das negociações salariais de várias categorias - que podem conseguir reajuste acima da inflação -, antecipação do 13º salário e compras natalinas.

Para o professor da Veris Faculdades, do Grupo Ibmec, Estevão Garcia, a decisão do Copom foi correta, mas o erro foi ter elevado os juros de forma muito intensa nas duas últimas reuniões. "Meio ponto percentual em abril e em junho era mais do que suficiente", avalia.

Já a LCA Consultores afirmou em relatório que "o Copom surpreendeu, mas o ciclo de elevação da Selic não pode ser considerado encerrado". A consultoria prevê pelo menos mais um aumento, provavelmente de meio ponto.

No mercado financeiro, muitos analistas acreditam que o Banco Central encerre o ajuste monetário na próxima reunião, em setembro, para evitar qualquer polêmica no encontro seguinte, em outubro, em plena disputa eleitoral. As informações são do portal Exame.