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Foi um sucesso a migração da TI da RGE da antiga sede em Porto Alegre para Caxias do Sul, tanto em termos de sistemas como de pessoas.

Dividido em cinco fases ao longo do ano passado, o processo foi concluído em dezembro. No período, foram transferidos 160 servidores para o novo site na Serra. Com 137 m2, o data center é hoje o maior da região.

“Era uma operação crítica, pois essas máquinas rodam o ERP SAP. Uma falha e a emissão de contas poderia ser comprometida”, explica Luiz Felipe Moraes Lopes, profissional que assumiu a gerência de TI da RGE no começo de 2008 tendo entre as principais atribuições conduzir a mudança.

No total, o investimento na transferência, que visava aproximar a companhia de sua área de concessão, foi de R$ 1 milhão entre segurança, transporte, planejamento, horas extras e  upgrade de alguns equipamentos, como o novo storage EMC.

“Não tivemos nenhuma instabilidade no processo”, comemora Lopes.

Para o diretor de TI, o principal triunfo da migração não foi esse, no entanto. Lopes enfatiza o trabalho feito para convencer a equipe de Informática da RGE a mudar-se de Porto Alegre para Caxias do Sul.

“Conversei com cada um para vender a ideia”, explica o gestor. No final, dos 30 colaboradores da TI, apenas seis optaram por ficar na capital gaúcha.

No caso dos terceirizados, que totalizavam outros 40 profissionais, a opção foi por mudar o regime de trabalho. A RGE deixou de fazer body shop e passou a contratar os serviços de terceiros no regime de fábrica de software, usando desktops virtuais Citrix e a ferramenta de gerenciamento de projetos TraceGP.

Uma vez já alocada em Caxias do Sul, a TI da RGE começou um processo de contato com o mercado local por meio de eventos temáticos abertos ao público. Ao longo do ano, foram a Caxias especialistas e membros da equipe da companhia sobre ITIL, SOA, BPM, gerenciamento de projetos e EPM.