Maria da Graça Foster. Foto: Agência Brasil

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A Petrobras divulgou nesta segunda-feira, 23, uma nota que confirma rumores circulantes na imprensa sobre a troca presidencial na empresa, com Maria da Graça Foster assumindo o posto de José Sérgio Gabrielli.

Graça é hoje diretora de Negócios de Gás e Energia da estatal e, segundo a nota, será ela a indicada pelo presidente do Conselho Administrativo, Guido Mantega, para a presidência.

A indicação ocorrerá em reunião do Conselho prevista para 09 de fevereiro.

Quanto a Gabrielli, que está no cargo há seis anos, o que circula na imprensa é que irá se integrar ao governo da Bahia, para o qual disputou a eleição passada, mas perdeu.

A intenção seria atuar agora como secretário no estado, voltando a se candidatar ao posto máximo ou a uma representação no senado nas próximas eleições.

Confira a íntegra do comunicado da Petrobras:

"Esclarecimento sobre Notícias: Alteração na Diretoria Executiva
A Petrobras esclarece sobre notícias divulgadas na imprensa acerca de possíveis alterações na Diretoria Executiva. A Companhia informa que o Conselho de Administração é o órgão responsável pela eleição de seu presidente. O Presidente do Conselho de Administração da Petrobras, Sr. Guido Mantega, já manifestou que vai encaminhar como proposta a ser apreciada na próxima reunião do mesmo, a se realizar dia 9 de fevereiro próximo, a indicação da atual Diretora de Gás e Energia, Maria das Graças Silva Foster, para presidir a Petrobras.Uma vez o assunto em questão seja aprovado pelo Conselho, a Companhia dará ampla divulgação do fato".

Superação
Nascida nos anos 50 no Morro do Adeus, uma favela do Complexo do Alemão Rio de Janeiro, Graça Foster trabalhou desde os oito anos como catadora de papel, garras e latas.

Aos 12, mudou-se com a família para a Ilha do Governador e investiu nos estudos.

Investimento acertado: a executiva acabou se formando Engenheira Química, com mestrado em Engenharia de Fluidos, pós-graduação em Engenharia Nuclear e MBA em Economia.

O perfil de Graça foi traçado pelo Valor Econômico no mesmo ano em que o jornal a elegeu uma das 15 executivas em destaque pela Valor Liderança - Executivas.

Na Petrobras, está desde 1981, quando entrou após trabalhar por cerca de dois anos na Nuclebrás, seu primeiro emprego com carteira assinada.

Hoje, a área comandada por ela na estatal é uma das mais promissoras, com lucro acumulado de R$ 2,6 bilhões até setembro de 2011, o segundo melhor resultado da empresa, só atrás da exploração e produção.

Quando ela assumiu, em setembro de 2007, o prejuízo era de R$ 895 milhões em seu setor.