As áreas de telecomunicações, eletroeletrônica e software ficaram de fora das categorias previstas no Prêmio Pesquisador Gaúcho 2011, relançado pela Fapergs nesta terça-feira, 25, após um hiato que durava desde 2007.

 
O prêmio contemplará sete áreas do conhecimento: Agrárias, Saúde, Biológicas, Artes e Letras, Educação e Psicologia, Administração e Economia e Ciências Humanas e Sociais. 
 
Em edições anteriores, estava previstas 12 categorias, sendo uma delas Matemática, Estatística e Computação, na qual foi premiada Luigi Carro, pesquisador do Departamento de Informática Aplicada do Instituto de Informática da Ufrgs.
 
Em 2002, o agraciado havia sido outro pesquisador da Ufrgs, Ricardo Augusto da Luz Reis. 
 
A premiação começou a ser concedida em 1977, com projeto de ser entregue a cada dois anos. No site da premiação, a Fapergs atribuiu a paralisação dos últimos anos a “uma redução significativa do seu orçamento para investir em pesquisa”.
 
Em fevereiro, o governo do estado liberou R$ 29 milhões para seis editais na área de pesquisa e inovação. O valor é o triplo de todo orçamento do órgão em 2009, que foi de R$ 10 milhões.
 
A não existência de uma categoria específica para tecnologia não condiz com o momento do setor no Rio Grande do Sul. 
 
Só na área de eletroeletrônica, a join-venture coreano brasileira HT Micron tem investimentos previstos de US$ 200 milhões em São Leopoldo. A inauguração está prevista para o segundo semestre de 2012, mas já iniciaram intercâmbios e convênios com universidade da Coréia do Sul.
 
Em telecomunicações, empresas gaúchas como Datacom e Digitel tem investimentos crescentes em P&D, respaldados por contratos milionários obtidos em função do PNBL.
 
Já a área de software atraiu nos últimos anos centros de pesquisa de multinacionais como SAP e HCL, que se somaram a operações já instaladas desde o começo dos anos 2000 como Dell, HP e outras.