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Uma pesquisa realizada pela Amadeus, fornecedora de tecnologia para o setor de turismo, apontou que os aeroportos ainda não têm infraestrutura adequada para que as pessoas acessem conteúdo relacionado a viagens, na tela de dispositivos móveis.

De acordo com o estudo, que entrevistou cerca de 3 mil pessoas, o resultado mostrou que entre 30% e 40% entrevistados têm interesse em obter facilidades em seus smartphones.

Do total de entrevistados, 39,9% gostariam de receber informações sobre o status do voo, 36,7%, desejariam rastrear sua bagagem via celular, 36,3%, acessar ao conteúdo da internet dentro do avião, 35,7%, receber direções dentro do aeroporto e 31,7%, realizar o check-in via celular.

Conforme a Exame.com, no Brasil, a oferta de serviços relacionados a viagens, na tela de dispositivos móveis, ainda é incipiente.

Entre os obstáculos para a implementação desses recursos móveis está a infraestrutura dos aeroportos, que necessitam integrar todos os sistemas, desde o check-in ao desembarque, para efetivar tais vantagens.

“Assim, não adianta uma companhia aérea lançar, por exemplo, um serviço de check in via celular com uso de QR code no lugar da impressão do bilhete se o aeroporto não tiver máquinas para a leitura desse código na entrada da sala de embarque”, comenta a gerente de marketing da Amadeus para América Latina, no portal.

Nacional e Internacional

No Brasil, em aeroportos como os de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, em São Paulo, há uma experiência de check-in pelo celular da TAM. Além disso, houve o anúncio da oferta de rede celular dentro de alguns voos da companhia brasileira, permitindo a realização de chamadas.

Já no exterior, a Amadeus, em parceria com a Air France, adotou um sistema de check-in com Near Field Communications (NFC) no aeroporto de Nice, batizado de Pass and Fly. Na Austrália, a Qantas realizou um teste parecido, mas o chip de NFC foi embutido no cartão de fidelidade dos passageiros.

Nesses dois países a infraestrutura aeroportuária está mais desenvolvida e os aeroportos são privados, ou seja, recebem mais investimentos, o que permite a ampliação e adoção de novas tecnologias.