Rafael Prikladnicki. Foto: PUC-RS

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A PUC-RS é a primeira universidade brasileira a estabelecer um convênio com o International Institute of Information Technology, o mais prestigiado centro de ensino superior da área de tecnologia de Bangalore, cidade que é a capital da TI indiana.

O acordo foi assinado pelo Rafael Prikladnicki, diretor da Agência de Gestão Tecnológica e professor da Faculdade de Informática.

Prikladnicki esteve visitando a cidade como parte de um projeto de pesquisa que visa entender como Brasil e Índia podem colaborar no desenvolvimento de software em escala global, com ênfase na questão dos fusos horários.

De acordo com Prikladnicki, a universidade ainda está planejando os futuros intercâmbios para os próximos cinco anos, mas a ideia é enviar um aluno de doutorado ao IIIT até dezembro e outro de mestrado em 2013.

“É algo que ainda está engatinhando, mas vejo oportunidades para ambos os lados”, explica o gaúcho.

O  diretor da Agência de Gestão Tecnológica destaca que já recebeu contatos professores e estudantes indianos interessados em estudar no Brasil e que ambos países estão voltados para o mercado americano, o que abre possibilidades na área de desenvolvimento distribuído de software que ainda são pouco estudadas.

“Em uma das empresas que eu visitei, eles usavam o Brasil como ponte entre Índia e Estados Unidos, em função de sobreposição parcial de fuso horário entre Índia e Brasil e da dificuldade de sobreposição entre Índia e costa oeste dos Estados Unidos”, exemplifica o especialista.

Criado em parceria pelo governo da região, universidades locais e empresas, o IIIT trabalha orientado às necessidades do mercado e tem no seu conselho de direção representantes de grandes companhias como Infosys, Intel e Microsoft.
 
O Baguete esteve por lá
A reportagem do Baguete Diário visitou o IIIT em Bangalore em 2008, acompanhando uma missão acadêmico empresarial organizada por Feevale e Valetec.

Na época, apenas um brasileiro estava entre os 300 mestrandos e 15 doutorandos do centro, número que deve aumentar agora com o acordo assinado pela PUC-RS.

O capixaba Ricardo Lages exaltou o nível acadêmico do centro, mas também falou de algumas dificuldades que podem afetar quem for para a Índia com outras intenções além de estudar.

"A grande maioria dos meus colegas, gente na faixa dos 25 anos, ainda é virgem", revelou Lages, em matéria que pode ser conferida aqui.