Dá para transformar praticantes de métodos ágeis em agentes de mudança mesmo quando não possuem autoridade para isso ou apoio gerencial?

Segundo Francisco Trindade, desenvolvedor e consultor da ThoughtWorks, em Londres, é perfeitamente possível.

“Como influenciar uma equipe quando você não é considerado um coach e não existe tempo para melhorar o processo? Observando primeiro”, questiona o profissional que apresentou a palestra Coaching de Guerrilha durante o Agile Brazil, evento que reuniu quase mil profissionais em Porto Alegre na semana passada.

Para observar os pontos fortes e fracos da equipe e identificar as implementações e mudanças que devem ser realizadas, Francisco afirma que é necessário conquistar o respeito do time.

Uma forma encontrada pelo desenvolvedor foi o aproveitamento dos intervalos. “Você deve apostar nos breaks para criar relacionamento, trocar idéias e começar a discutir os problemas observados”, afirma.

No entanto, o passo exige cuidado, alerta Francisco. “Não adianta tentar reunir todos para falar sobre as mudanças que você considera necessárias. Não funciona. É necessário encontrar o líder”, afirma.

O líder nem sempre é o chefe, esclarece, e sim a pessoa que exerce mais influência sobre o grupo. Uma forma de identificar esta pessoa se você é novo na equipe, é fazer perguntas chaves sobre o andamento do processo. “Se o pessoal indicar outra pessoa para responder, este é o líder”, declara.

Assim que o líder for identificado, a mudança está mais próxima de acontecer, afirma. “Assim que você explicar os benefícios da mudança, esta pessoa o ajudará no processo de espalhar a novidade”, afirma o profissional formado na Ufrgs.

“Mudanças não são fáceis. Mas não é motivo para não mudar”,completa.