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O presidente da Fiergs - Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul, Paulo Tigre, avalia que a alta de juros irá prejudicar a competitividade industrial.

“Além da redução da demanda externa com a crise e o câmbio valorizado que continua a penalizar fortemente a atividade exportadora, a piora na qualidade dos gastos públicos representa um duplo golpe na competitividade da indústria nacional”, protestou o industrial.

Ao avaliar o resultado da reunião do Copom, que elevou a taxa básica de juros para 9,50%, Tigre considerou que a decisão deve ter repercussões em diversos segmentos da economia, como o aumento do custo do crédito, a decisão de investimento privado e de consumo das famílias, o mercado de câmbio e, inclusive, o pagamento de juros da dívida interna por parte do setor público.

Nos últimos meses a economia brasileira ocupou lugar de destaque no cenário internacional por conta da rápida recuperação diante dos impactos da crise. Porém, segundo o presidente, um novo ciclo de aumento de juros pode comprometer, a médio prazo, os resultados conquistados pelo setor privado.

De acordo com  Tigre, os números mostram que a atividade exportadora perdeu competitividade nos últimos anos diante de um câmbio valorizado, sendo que o baixo investimento em infraestrutura contribui para formar gargalos de produção e comercialização.