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O mercado de business angels, formado por investidores que apóiam empresas em início de atividade tanto financeiramente quanto através da aplicação de sua experiência profissional, ainda é incipiente no Brasil.

Porém, um projeto na área está ganhando força, e com olhos voltados ao setor de TI: é o Floripa Angels, fundado pelo economista Marcelo Cazado e que, de dezembro de 2007 até agora, já contabiliza dez investidores cadastrados.

Os participantes do projeto vêm de vários estados: Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, entre outros. A idéia, conforme Cazado, é investir em  empresas do ramo de tecnologia com faturamento anual inferior ou igual a R$ 2,4 milhões.

"Nosso perfil de investidor engloba executivos e empresários com experiências e históricos profissionais de sucesso em diversas áreas de atuação. São bem vindos especialistas em gestão, finanças, empreendedorismo, marketing, RH, entre outros”, conta Cazado. “Porém, a característica fundamental deste investidor será a disposição para correr riscos, investindo parte de seu capital e tempo na gestão de companhias surgentes”, acrescenta.

Com este modelo, o Floripa Angels já tem dois investimentos bem encaminhados. Um, em uma companhia do Rio de Janeiro que pretende abrir uma unidade no Sul. A companhia pede aporte de R$ 100 mil, que já está em vias de aprovação.

Outro, este bem mais perto da conclusão, envolve a BravoMídia, empresa fundada por brasileiros em Londres. “Eles também pedem R$ 100 mil, pretendem abrir uma filial no Brasil”, conta o gestor do projeto de investimento, que terá participação na companhia. “Negociarei a vinda deles junto a uma incubadora, pois é este o modelo em que pretendem atuar por aqui”, destaca ele.  

Economista com 15 anos de experiência em multinacionais, mestrado em Economia na Inglaterra e premiado por três anos consecutivos na Six Sigma Expo, promovida pela The Coca-Cola Company em Atlanta, EUA, Cazado já realizou projetos para empresas da América Latina, EUA, Europa e Ásia. Agora, a decisão por tornar-se investidor baseia-se na avaliação do mercado de business angels, que conforme avaliação do próprio Floripa Angels irá “estourar no Brasil nos próximos 10 anos”.

Já nos Estados Unidos, um estudo do Centro de Pesquisa de Capital de Risco da Universidade de New Hampshire indica que este segmento movimentou US$ 12 bilhões, beneficiando cerca de 24 mil negócios, só no primeiro semestre de 2007. Já na Europa, países como Alemanha, França, Inglaterra e Suécia dominam este mercado, com aproximadamente 40 associações de investidores-anjos cada um.

No Floripa Angels, todos os investidores possuem experiência internacional, garante Cazado. Além disso, não entram apenas com capital financeiro, mas principalmente intelectual.

“Estamos formando um conselho de alto nível, convidando inclusive professores de escolas como Harvard, Wharton e Insead. Queremos não somente um investidor que dê dinheiro para o negócio, mas que também dedique seu tempo para auxiliar na gestão e crescimento do mesmo”, conclui o fundador do projeto.