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A sexta-feira passada, 29 de abril, foi o dia de maior queda nas ações da Microsoft em dois anos.

O motivo, aponta a agência Reuters, foi a queda nas vendas do sistema operacional Windows, o que fez com que os papéis da companhia baixassem 3,6% às 16h50min (horário de Brasília), da sexta passada. Maior queda percentual em um dia desde julho de 2009.

A segunda maior companhia de tecnologia dos EUA, atrás apenas da Apple, atingiu a previsão de lucro trimestral de Wall Street e superou a estimativa de vendas totais na quinta-feira, 28.

Os investidores, porém, temem que a desaceleração das vendas de computadores pessoais possam prejudicar a comercialização do Windows e do Xbox, reduzindo as margens de lucro e resultando em perdas para a empresa.

Maus sinal do fundador
Segundo matéria do site InformationWeek publicada em fevereiro desse ano, o fundador e ex-CEO da empresa, Bill Gates, vendeu 10 milhões de papéis da Microsoft no início de 2011. O volume negociado passaria de US$ 280 milhões.

As informações sobre as vendas constam em documentos enviados a investidores. Os 10 milhões comercializados em 2011, no entanto, seguem uma temporada de vendas da carteira de Gates.

No ano passado, ele já vendera 90 milhões de ações, reduzindo em 13% sua participação.

Em dois anos, os cortes chegam a 22%, todos feitos em doses discretas. Conforme o InformationWeek, as ações foram vendidas em 12 transações separadas, para não chamar a atenção.

Hoje, Gates possui 591 milhões de ações da Microsoft, chegando a cerca de 7% do 8,4 bilhões de papéis que a empresa tem. Apesar das baixas, Bill Gates segue sendo o maior acionista individual da companhia, que teve receita de US$ 62,48 bilhões em 2010.

Por trás das vendas, escreveu o Information à época, pode estar simplesmente um investidor buscando diversificar suas aplicações.

Ainda assim, comparada ao retorno de outas companhias nos últimos cinco anos, como Apple (38,8% de rendimento), Google (11,12%), Oracle (30%) e IBM (17,37%), diz o Information, os 2,74% da Microsoft são um mau negócio.