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Os CIOs são maiores rivais da cloud computing, declarou o presidente da Dedalus, Maurício Fernandes, em entrevista ao site CRN.

Parceira do Google Apps e da Amazon Web Services, a Dedalus já levou mais de 300 empresas para a nuvem. Apesar disso, Fernandes diz que poucas são as vezes que ele fala o termo “computação na nuvem” nas reuniões de negócios.

Ainda existem muitos diretores de TI, diz o executivo, que veem seu papel muito voltado à tecnologia, esquecendo o negócio.

“Grande parte dos CIOs se prenderam ao modelo antigo e têm medo de que a nuvem diminua sua atuação dentro da companhia”, comentou, ao CRN.

Essa também é outra discussão já antiga do mundo da tecnologia, que Fernandes afirma ser um “passo falso” para a evolução dos negócios. Na visão do executivo, o CIO ainda se vê como o fator inovador dentro das companhias e isso não é uma verdade.

“Hoje, a inovação está no usuário final, que conta com inúmeras facilidades em seu dia a dia e espera tê-las dentro da corporação”, afirma Fernandes.

As impressões de mercado do executivo são embasadas na estatística.

Dados do instituto Gartner do ano passado apontam que 80% dos diretores de TI brasileiros não tinham, em 2011, a intenção de aderir à computação em nuvem em três anos, e apenas 10% têm um contrato de serviço assinado e valendo atualmente.

Segundo analistas da consultoria de mercado, os executivos de TI têm evitado sair da sua zona de conforto para explorar novas opções de serviço.

No caso da Dedalus, que praticamente vive da nuvem, entre os setores que mais adotam as soluções da Dedalus, estão as verticais de finanças, turismo, logística e serviços.

Um grande movimento notado pelo presidente, no entanto, é o das startups que já nascem pensando em uma infraestrutura em cloud computing.

Para ele, as novas gerações que querem ter o próprio negócio já sabem como querem crescer e buscam focar seu “suor” no business.

“A infraestrutura fica por nossa conta”, aposta Fernandes.