Rogério Reis, diretor Comercial da Arcon

A carioca Arcon, especializada em serviços gerenciados de segurança (MSSP, na sigla em inglês para Managed Security Services Provider), dobrou seus negócios no Norte e Nordeste do país em 2010.

Após criar uma nova estrutura na região, a empresa registrou crescimento local de 15%, percentual que era estimado apenas para o fim de 2011.

“Isso mostra que o modelo MSS é adequado e funciona muito bem para prover segurança fora do eixo Rio-SP”, explica Rogério Reis, diretor Comercial da Arcon.  “Em 2011, esperamos que 18% do faturamento venha do Norte e Nordeste”, completa.

Na região, a Arcon atende hoje a dez clientes. Entre os recentemente conquistados, estão nomes como Detran-PA, Companhia Energética de Alagoas e Boa Vista Energia.

Este ano, a meta é investir mais na região, mas mantendo o monitoramento sobre os ativos de segurança dos clientes em operação remota, através dos dois SOCs mantidos da Arcon no Rio de Janeiro e São Paulo.

“Esta característica é o mais forte ponto da proposta MSS. Nosso modelo de negócios não justifica a criação de uma operação local de monitoramento, mas sabemos da importância de ter uma equipe preparada e de confiança por lá”, finaliza Reis.

Sul na mira
Outra região no foco da companhia é o Sul, porém com planos para mais adiante: os planos da companhia incluem a abertura de uma filial por aqui em 2012.

Quem é
A Arcon atua na implantação, monitoramento e operação de sistemas de proteção de dados.

O portifólio da empresa abrange serviços de detecção de códigos maliciosos, gestão de vulnerabilidades, firewall e VPN, IPS, segurança de e-mail, na web e endpoint, entre outros.

Para fornecer os serviços, a companhia usa tecnologia de parceiros como Blue Coat, Trend Micro, Checkpoint, SourceFire, Trustwave, McAfee, Fortinet, Websense, RSA, Cisco e Microsoft.

A organização gerencia mais de 290 ativos de segurança em todo o país, os quais protegem mais de 125 mil estações de trabalho e servidores de clientes de verticais como finanças, telecom, governo, indústria, saúde, energia e educação.

Nos últimos quatro anos a empresa cresceu a uma média anual de 48%. Só em 2010 a carteira de clientes foi incrementada em mais de 100 contratos entre janeiro e julho.

Quanto ao faturamento, o último número divulgado é de 2009: R$ 28 milhões.