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A Clientis-S3G, multinacional americana especializada na vertical para calçados e vestuário da SAP, o AFS, aposta em um crescimento acelerado dos negócios no Brasil.

Com uma carteira de clientes com oito nomes no país atualmente, incluindo Alpargatas, Marisol e Hering, a subsidiária brasileira da companhia espera fechar mais quatro contratos ainda neste ano e entre 10 e 15 em 2012.

Apesar dos cases de sucesso, o fato é que os compradores, principalmente no setor calçadista, são desconfiados quando o assunto é software de gestão, devido a problemas passados em empresas como a Picadilly, que cancelou a implantação de um ERP da SAP.

Klaus Ferreira Schramm, CEO da Clientis-S3G, destaca o compromisso da companhia com ganhar o mercado local.

“Temos um plano de investimento forte aprovado junto à matriz”, garante Schramm. De acordo com o executivo, o time de consultores da companhia, atualmente com 60 pessoas, recebeu reforços dos Estados Unidos nos primeiros projetos, para reforçar a qualidade da entrega.

O time deve dobrar em 2012. A companhia recentemente contratou Marcelo Camêlo, gerente de TI da Hering entre 2004 e 2008, como executivo de Novos Negócios para a região Sul pela Clientis-S3G. Um executivo do mesmo perfil deve ser contratado para ficar sediado em Porto Alegre.

Schramm é convicto das possibilidades do software da SAP no mercado brasileiro. O executivo, filho de pai alemão e mãe portuguesa, veio ao país para abrir a operação da Attune, outra das grandes consultorias especializadas em AFS no mundo, em 2006.

Quando a companhia – que chegou a implementar a solução na fabricante de calçados Dalponte com subcontratação da gaúcha ITS – decidiu se retirar do mercado brasileiro, em 2009, Schramm permaneceu no país.

Além do case da Dalponte, que chegou a ser apresentado no SAP Fórum, o executivo destaca o sucesso da implementação do AFS na Alpargatas e na Marisol como fatores que podem quebrar a resistência do setor calçadista gaúcho a investir em soluções de gestão estrangeiras.

“O AFS já tem 350 implantações do mundo, metade em empresas calçadistas. Além do mais, os pacotes pré-configurados reduzem o custo e o tempo em até 40%”, enfatiza Schramm.

Também ajuda no argumento do executivo que o projeto da Picadilly, executado no final dos anos 90, era baseado em uma customização do ERP padrão da SAP para uma companhia calçadista e não no AFS, que é um produto vertical, baseado em melhores práticas para fabricantes de calçados e roupas.