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Ampliar o número de clientes de 70 para mil e aumentar o faturamento de R$950 mil, obtido em 2009, para mais de R$ 2 milhões até 2011.

Esta é a expectativa da Insoft4, empresa gaúcha sediada em Sapiranga, com o lançamento da versão para PME’s do seu software de ponto eletrônico.

Com custo de R$ 4 mil ao usuário final e de R$ 1 mil para revendas, a solução denominada Ponto Soft é destinada a empresas a partir de 500 funcionários e conta com clientes como MWM International, Randon, Marcopolo, Paquetá, Azaléia, PUC-RS e Herval.

Já a nova versão, com lançamento previsto para junho, irá atender a organizações a partir de 100 funcionários.

“Estamos fazendo um movimento contrário: já atendemos às grandes e agora queremos as pequenas para estabelecer um ciclo financeiro sustentável”, revela Leonardo José Stangherlin, diretor da Insoft4.

A solução será composta por um kit parametrizado, ou seja, as empresas poderão fazer uso dos recursos mais básicos e conforme o número de funcionários for aumentando, ampliar a utilização das ferramentas.

A ideia de uma nova modalidade do software surgiu com a regulamentação do ponto eletrônico prevista na portaria 1.510/2009 do MTE, que obriga todas as empresas a trocarem seus equipamentos eletrônicos.

Com a norma, as empresas menores que adotam o sistema devem realizar adequações, visto que estão previsto empecilhos para softwares mais simples.

A empresa já estuda a colocação do produto em revendas do Rio Grande do Sul, São Paulo, Brasília e Argentina.

Atualmente, 70% dos clientes da Insoft4 estão no Rio Grande do Sul, sendo o restante distribuído entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Bahia.

Nova unidade de negócio
Além da nova versão do Ponto Soft, a empresa também está inaugurando uma nova unidade de negócios: a comercialização de equipamentos para ponto eletrônico e controle de acesso.

A nova unidade, denominada Insoft4 Equipamentos, contará com o sócio Vanderlei Vidor, ex-sócio da Sanvitron, empresa de Igrejinha especializada em ponto eletrônico.

“Investimos cerca de R$ 150 mil, e temos expectativa de retorno para menos de um ano, com crescimento do negócio estimado em 300%”, projeta Stangherlin.

Serão comercializadas quatro opções de identificação dos relógios de ponto (REP) e catracas de acesso: código de barras, proximidade, smart card (Mifare) e biometria.

“Toda vez que vendíamos um software, tínhamos que indicar uma empresa fornecedora de equipamentos para atender aquele cliente. A regulamentação também foi decisiva para colocar em prática um plano antigo que era a conveniência de oferecer os dois produtos”, declara o diretor.

Segundo ele explica, a portaria é composta de duas etapas: a primeira entrou em vigor em novembro, que regula a parte do sistema, e a segunda entra em vigor em agosto, que é relativa à adequação aos equipamentos novos.

Insoft4: R$ 135 mil do Finep
Com financiamento de R$ 135 mil do Programa Inovação do Finep, e apoio do Sebrae e Fiergs, a Insoft4 ainda trabalha em um projeto de controle de acesso feito em Java.

“O projeto é simplificado, destinado também para pequenas empresas. Será um software de caixa que poderá ser integrado a diversos equipamentos, não só o do fornecedor, e permitirá customização de acordo com o crescimento da organização”, adianta Stangherlin.

A previsão de lançamento no mercado está prevista para 2011.