Tamanho da fonte: -A+A

As concorrentes da SAP no Brasil podem fazer um bom negócio representando no mercado nacional o ERP cloud computing Business by Design.
 
Pelo menos, é o que acredita o co-CEO da multinacional alemã de software, Jim Snabe.
 
"Algumas empresas podem se dar conta que construir um ERP todo na nuvem não é um investimento que elas possam fazer. Pode ser um negócio ganha-ganha", acredita Snabe, sem mencionar nomes.
 
O destinatário óbvio da mensagem, no entanto, é a Totvs, que segundo o último levantamento da FGV,  tem uma participação de mercado de 54% entre empresas com entre 30 a 160 teclados, enquanto SAP e Oracle ficam empatados em 8%.
 
Empresas pequenas são justamente o alvo do ByD, lançado oficialmente nos Estados Unidos no começo do ano.
 
Oferecido totalmente na nuvem por um preço médio mensal de US$ 149 por usuário, a novidade é vista como um "game changer" para a empresa no mercado de pequenas.
 
Até agora, 500 companhias aderiram à novidade, que tem a meta de chegar a 1 mil clientes até o final do ano.
 
Pode parecer pouco para uma companhia com 110 mil clientes em todo mundo, mas o co-CEO vê as coisas de outra maneira.
 
“Até agora é um ritmo de adesões duas vezes maior do que o do R/3, o nosso maior sucesso comercial na história”, apontou Snabe.
 
O produto ainda está sendo adaptado para o mercado brasileiro, onde deve ser lançado em alguns clientes no meio do ano que vem e estar totalmente disponível no mercado no começo de 2013.
 
"Está sendo o processo de localização mais complexo para nós", reconhece o co-CEO.
 
Revelado pela SAP em 2007, o ByD sofreu alguns atrasos na entrega. No Brasil, a dificuldade é a adaptação da solução para o sistema tributário e trabalhista local.
 
No entanto, Snabe enfatiza a capacidade da SAP de enfretar a complexidade da legislação brasileira, devido à experiência adquirida com a grande base de clientes da companhia no segmento de grandes empresas.
 
De acordo com o mesmo levantamento da FGV, a SAP tem 50% do mercado de grande porte (com mais de 550 teclados), frente 21% da Tovts e 20% da Oracle.
 
A parceria com os atuais concorrentes parece ser o caminho escolhido pela SAP para virar o jogo no mercado brasileiro, já que uma eventual estratégia de compras parece descartada.
 
Em seu keynote de abertura do Sapphire, nesta terça-feira, 17, Snabe alfinetou as compras em série da concorrente Oracle.
 
"Isso é uma forma de incrementar resultados cortando o gasto em pesquisa das adquiridas enquanto se mantém a receita de subscrições", cutucou Snabe.

* Maurício F. Renner cobre o Sapphire em Orlando a convite da SAP.