A crise econômica já reduziu as previsões de crescimento do Grupo Artecola para 2009 e mexeu nos planos de expansão por aquisições, mas não alterou o planejamento da empresa gaúcha para a TI.

No momento, o principal projeto na área da companhia é a implementação do software de gestão Business One da SAP nas operações adquiridas no exterior ao longo dos últimos anos.

No Chile, o ERP já está rodando desde o começo do ano, com apoio de uma consultoria chilena que já estava contratada antes da aquisição. O mesmo deve acontecer na Argentina, Colômbia e México até o final do ano, já com apoio da gaúcha ITS.

“Tudo vai rodar integrado aos sistemas da sede, em Campo Bom”, explica o presidente da Artecola, Eduardo Kunst, que esteve em Porto Alegre palestrando no Tá na Mesa da Federasul nesta quarta-feira, 19.

Kunst disse que a Artecola tem uma boa gestão de risco para lidar com os efeitos da crise e projeta bom desempenho mesmo “com cenários piores do que o atual”.

A projeção de crescimento para o ano foi reduzida em dez pontos percentuais para algo na casa dos 24%. A expectativa de faturamento até dezembro é de US$ 160 milhões, 45% deles oriundos das operações internacionais.

Mesmo com a projeção de crescer menos, Kunst vê a Artecola bem situada frente à concorrência. “O mercado de insumos está vendedor e pelo tamanho da operação temos boas condições de negociar”, avalia o empresário.

Em relação aos grandes concorrentes do setor de termoplásticos - multinacionais como a Henkel faturam US$ 10 bilhões por ano - Kunst enfatiza a possibilidade da Artecola de ousar, enquanto os gigantes procuram minimizar riscos saindo de mercados instáveis.

“Em 2002, fizemos uma aquisição importante na Argentina enquanto as grandes saíam e as pequenas congelavam planos”, exemplifica o empreendedor.