HCPA: digitalizada, a papelada vai liberar 3 mil m2 de espaço.

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Dentro de dois anos, mais de 100 milhões de documentos referentes a registro de pacientes hoje arquivados em um espaço de três mil metros quadrados no Hospital de Clínicas de Porto Alegre terão sido digitalizados.

O trabalho envolve investimento de R$ 700 mil, sendo R$ 200 mil em hardware – seis scanners Kodak – e R$ 500 mil em software, serviços e treinamento, parte assinada pela porto-alegrense Rede Imagem, que venceu a licitação em dezembro de 2011.

Até agora, 2,5 milhões de documentos já foram digitalizados no Serviço de Arquivo Médico e Informações em Saúde (Samis) do hospital.

“Nossa parte inclui o fornecimento do software de gestão de documentos eletrônicos Liquid, além da integração deste com o ERP e com o sistema de gestão internos do hospital”, afirma Vitus Klarmann, diretor da Rede Imagem.

Antes do contrato, o hospital usava três aplicações para gestão de prontuário digitalizado, mas o edital vencido pela companhia porto-alegrense previa a integração em ambiente único, além da conversão dos antigos formatos de documentos para novos, como PDF e TIF.

Além disso, a empresa gaúcha irá treinar os operadores dos scanners do HCPA. Um detalhe do projeto é que, para este trabalho, o hospital priorizou a contratação de deficientes físicos, dos quais cerca de 20 já estão em fase de contratação.

Nos conformes
Com a digitalização, o hospital garante atendimento à legislação brasileira, que obriga as instituições a manterem por 20 anos o arquivo de pacientes.

A lei permite o formato digital, desde que certificado digitalmente, recurso também incluso no software da Rede Imagem.

O contrato, com duração de cinco anos e possibilidade de renovação a cada 12 meses, não é o primeiro da empresa com o HCPA – a empresa já forneceu uma solução para gestão de protocolo que otimiza o tráfego de informação interna do hospital.

Que saúde!
Também não se trata de um novo ramo de atuação para a Rede Imagem, que na carteira de clientes já soma diversos da área de saúde, segundo o gerente Comercial, Marcelo Klarmann.

Alguns exemplos são o Hospital São Lucas da PUC-RS, onde o Liquid foi integrado ao software de gestão de prontuário eletrônico da JME usado pela instituição; Unimed Nordeste (Caxias do Sul e Farroupilha), que usa o Liquid; e Unimed POA, que vai de Liquid e solução de biometria.

O que dá uma ideia da abrangência de portfólio da Rede Imagem, que em 2011 faturou R$ 1,3 milhão e este ano, quando completa um quarto de século, projeta chegar a R$ 2 milhões.

Outra meta é expandir em 50% o número de clientes, que hoje fica em cerca de 70.

Além das soluções de GED, a companhia oferece projetos de biometria, para os quais não tem um produto específico e trabalha caso a caso – na Unimed POA, por exemplo, integrou o banco de dados Oracle ao hardware e sistema usados pela operadora no reconhecimento de titulares de planos.

A empresa também atua como bureau de digitalização para clientes como Banco Renner e Shopping Brasil.

É daqui, tchê!
O carro-chefe, entretanto, é o Liquid, que Vitus Klarmann se orgulha em definir como uma “solução 100% bombacha”, pelo desenvolvimento próprio.

Além dos já citados, o software conta com clientes como Grendene, UCS, UFRGS, Fundação Banrisul e Corsan.

É o canal!
Para alcançar o crescimento desejado em 2012, a Rede Imagem investe também em parcerias, visando não apenas ao atendimento fora do estado, já que tem clientes no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo, Piauí e outros locais, mas também à expansão da oferta.

No Rio, uma das parceiras já é a Trust Solutions, que integra o Liquid a seu software de gestão de fundos de pensão.

Em território “bombacha”, a Doc9 atua em aliança com a Rede Imagem na digitalização de processos para escritórios de advocacia.

A meta, nos próximos meses, é expandir o leque de canais, e para isso o enfoque é abrangente.

“Para parcerias, buscamos empresas que tenham software de gestão para qualquer vertical, que necessitem de uma ferramenta de GED”, finaliza o diretor.