Luiz Carlos Leite, diretor de operações da Ação Sistemas

A Ação Sistemas, empresa de sistemas para RH sediada em Porto Alegre, acaba de ser certificada CMMI 3.

Com uma equipe de desenvolvimento de 12 profissionais, a Ação é a menor organização a alcançar esse nível no processo de maturidade de desenvolvimento de software da Software Engineering Institute da Carnegie Mellon University.
 
A empresa é quarta companhia gaúcha a chegar ao CMMI 3, depois de NTConsult, Datum TI e CWI. Das quatro, apenas a última da lista não teve consultoria da Herbert Consulting. Sediada em Porto Alegre, a Tlantic tem o selo desde 2008.
 
De acordo com o diretor de operações da Ação Sistemas, Luiz Carlos Leite, todo o processo de certificação no nível 3 demandou investimentos de R$ 900 mil, iniciando em julho de 2009.
 
Pode parecer alto para uma companhia com faturamento de R$ 5 milhões no ano passado, mas para Leite compensa.
 
“É um mito que CMMI é um assunto apenas para grandes empresas”, afirma o executivo, destacando que as práticas do selo permitiram à Ação alcançar um grau de estabilidade de 95% na solução UniversalRH, além de ter uma variação média de apenas 5% nos seus prazos e orçamentos.
 
Dona de um processo de desenvolvimento de software altamente automatizado com ferramentas de criação interna, a Ação atende a grandes contas como Walmart, Marco Polo e John Deere.
 
“Quando uma empresa do nosso tamanho aborda um novo prospect, ter processos CMMI é de grande ajuda”, comenta Leite, destacando entre os outros ganhos do selo a alta produtividade e a redução das necessidades de help desk.
 
Segundo Leite, a avaliação do nível 3 já apontou que o banco de dados sobre banco de software reunido pela empresa deixa a mesma “muito próxima” de estar apta a certificar-se nível 5.
 
O nível mais alto em qualidade de software do selo CMMI, hoje exclusividade de meia dúzia de multinacionais no Brasil, é o próximo objetivo da Ação.