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A Scunna Network Technologies é responsável pela solução que desde janeiro deste ano garante acesso seguro de profissionais à rede interna (VPN) do Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

 

O contrato, vencido via licitação, tem valor de R$ 269 mil, duração de 48 meses e inclui desenvolvimento de appliance para conexão remota, implantação, horas de consultoria, treinamento e autenticação com token da BRToken, além de soluções CheckPoint.

As soluções garantem acesso seguro a colaboradores, executivos, médicos, mas principalmente técnicos e consultores de fora do HCPA, contratados para suporte e manutenção a equipamentos e máquinas, evitando que a rede fique vulnerável”, explica Helvio Almeida, Engenheiro de Sistemas da Scunna.

Segundo ele, antes da implementação o hospital não tinha condições de dar acesso  aos equipamentos para manutenção de forma ágil e segura ao mesmo tempo: ou dava acesso privilegiado à rede, ou tinha de arcar com custos altos, que incluíam passagens aéreas e estadias para técnicos, muitas vezes vindos do exterior.

 

A rede do HCPA trafega informações confidenciais, sendo acessada, por exemplo, pela gerência para uso do BI Processor, adotado pela instituição, além das equipes de suporte.

 
“Antes das novas soluções de infraestrutura e segurança, acessos de fora, como suporte remoto, por exemplo, só eram realizados quando excepcionalmente necessário”, conta Valter Ferreira da Silva, chefe do Serviço de
Suporte à Infraestrutura de TI da Coordenadoria de Gestão da TI do Clínicas.
 
Hoje, cerca de 20 usuários têm acesso assegurado por criptografia à VPN da instituição.  
 
“Técnicos podem acessar as máquinas seja de que país for, médicos e executivos do hospital não precisam necessariamente estar num computador do HCPA para acessar a rede com segurança, o que facilita em viagens e reuniões”, resume a Almeida.
 
Na parte de treinamento inclusa no projeto, a Scunna também vai fornecer aos técnicos do hospital capacitação oficial da CheckPoint pelos próximos três anos.
 
Suporte também será prestado pelo mesmo período.
 
A TI do Clínicas é um setor em constante movimento. 
 
Sob o comando da CIO Maria Luíza Malvezzi, a equipe conta com 70 pessoas no desenvolvimento e manutenção. 
 
Além disso, há um grupo de 50 pessoas que atuam exclusivamente em um projeto relativo à expansão do sistema de Gestão Hospitalar (AGH), ERP desenvolvido internamente em arquitetura cliente/servidor, na plataforma Oracle Forms/Oracle 9i, e que, em 2009, começou a migrar para uma versão em software livre.
 
O projeto teve início em maio de 2009, quando HCPA e Ministério da Educação fecharam acordo de desenvolvimento do AGHU (Aplicativos para Gestão dos Hospitais Universitários).
 
O objetivo do projeto, comandado por Sérgio Felipe Zirbes, assessor da presidência do HCPA, é que a plataforma subsidie a disseminação do modelo de gestão homologado pelo MEC para todos os 46 Hospitais Universitários do Brasil e demais interessados.
 
Para tanto, o sistema aberto é disponibilizado no sistema no Portal do Software Público.
 
Outro projeto recente da TI do HCPA é a digitalização de documentos referentes a registro de pacientes, em um projeto de R$ 700 mil, dos quais R$ 200 mil vão para hardware (seis scanners Kodak) e R$ 500 mil para software, serviços e treinamento, com a porto-alegrense Rede Imagem, que venceu licitação em dezembro de 2011.
 
Com a iniciativa, a meta é digitalizar em dois anos mais de 100 milhões de documentos hoje arquivados em um espaço de três mil metros quadrados no Serviço de Arquivo Médico e Informações em Saúde (Samis) do hospital.
 
Até agora, 2,5 milhões de papéis já foram digitalizados.