SIJ: novo modelo, expansão e rumo ao IPO!

31/05/2011 16:49

A porto-alegrense SIJ caminha de uma empresa familiar que entrega soluções de clipagem para se tornar uma holding de TI, focada em crescer 120% e abrir quatro novas unidades em 2011, além de fazer IPO e iniciar vendas para o exterior até 2014.

Só entre janeiro do ano passado e deste, a empresa aumentou sua carteira de clientes em mais de oito vezes. O motivo do “boom” foi a aposta no desenvolvimento de soluções, especialmente com base na plataforma Google.

SIJ: TI para o Direito, e, em breve, para mais...

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A porto-alegrense SIJ caminha de uma empresa familiar que entrega soluções de clipagem para se tornar uma holding de TI, focada em crescer 120% e abrir quatro novas unidades em 2011, além de fazer IPO e iniciar vendas para o exterior até 2014.

Só entre janeiro do ano passado e deste, a empresa aumentou sua carteira de clientes em mais de oito vezes. O motivo do “boom” foi a aposta no desenvolvimento de soluções, especialmente com base na plataforma Google.

“Iniciamos no mercado há 50 anos como uma empresa que clipava jornais, em recortes mesmo, e até o ano passado enviávamos nosso conteúdo para cerca de cinco mil advogados ”, afirma Caho Lopes, diretor da SIJ. “Hoje, entregamos não só informações, mas dados contextualizados e estruturados, e o fazemos para qualquer device, de FAX a SMS e webservices, para 48 mil profissionais de todo o país”, completa.

Esta ampliação do mercado para todo o Brasil – antes, a SIJ atendia apenas a Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná – foi que impulsionou o crescimento da carteira de atendidos, garantindo à empresa gaúcha o posto de segundo player nacional em seu segmento, atrás apenas da Associação dos Advogados de São Paulo.

Mas não foi só: se os dados hoje são entregues no modelo comentado pelo executivo, isso se dá em função do app desenvolvido sobre a plataforma Google, o SIJ Net.

Conforme Lopes, antes da ferramenta, em janeiro de 2010, a companhia levava em torno de quatro horas para enviar um pacote de 2,4 mil e-mails. Hoje, cerca de 300 mil mensagens vão em 40 minutos.

“E são todos e-mails diferentes, com o clipping especificamente contratado por cada advogado”, conta Lopes.

A satisfação com a ferramenta foi tanta que, ainda no primeiro semestre, a empresa pretende lançar outra ferramenta baseada em Google, o Ambiente de Trabalho Digital, que vai reunir todas as principais funções de comunicação e colaboração da web – desde o bom e velho e-mail à interação com redes sociais, chats e messengers.

Outro software do portfólio do que se pode chamar de “a nova SIJ” é o Next, gerenciador de processos e de escritórios de advocacia.
A solução, toda de desenvolvimento próprio, agrega as vantagens da cloud computing.

“Um sistema tradicional para este setor não exige investimento menor do que R$ 70 mil, geralmente. O nosso sai por R$ 29,90 por mês, já que fica na nuvem, não exigindo investimento em hardware, implantação, nada”, destaca o diretor.

Agora, a empresa porto-alegrense trabalha na expansão do portólio, com foco em soluções que, por exemplo, agreguem recursos de envio de impressão para nuvem, também com base em Google.

Mais espaços
E a expansão não está prevista somente para a oferta de produtos: fisicamente, a SIJ também vai crescer.

A companhia, que já tem filial em Florianópolis, prepara a abertura de mais duas unidades, em São Paulo e no Rio; e outros dois escritórios comerciais, no Paraná e em Minas Gerais.

Tudo isso até o terceiro trimestre deste ano.

IPO
E até 2014, a meta é abrir capital e começar a atuar também no exterior.

“Hoje, somos uma empresa familiar, mas já temos plano sucessório em andamento para formação da nova holding, a Adin – Ambiente Digital Integrado, que vai agregar todas as operações”, explica Lopes.

A holding é, segundo o diretor, nada mais do que uma resposta ao novo modelo de negócio da companhia.

“O que costumava ser nosso mercado periférico, como sistemas, software, estrutura de hardware, para entrega de produto, torna-se nosso mercado principal”, define Lopes.

Background de peso
Para suportar tudo isso, a SIJ se vale de uma equipe de TI formada por cinco programadores, mais companhias parceiras, como a F2 e a I-Flex, na área de outsourcing de programação; SN Solutions, no suporte e serviços em Linux; e Computécnica, no campo de hardware.

Veja também

Totvs: BPO para o mundo jurídico

A Totvs lançou uma oferta de terceirização de processos de negócio (BPO, na sigla em inglês) voltada para os departamentos jurídicos das empresas.

Entre as demandas mais recorrentes da nova oferta estão as soluções para gestão de carteira de processos e gestão de risco jurídico.

HP foca no mercado jurídico

A HP junto à Lawsoft, empresa do segmento de softwares para o mercado jurídico, apresenta condições de venda para pequenos escritórios de advocacia.

Nesse semestre, a HP anuncia a venda dos computadores Compaq 300 e ProBook 4320s, com o software Law Office Basic pré-instalado, que permite o acompanhamento de casos e processos destinados aos pequenos departamentos jurídicos que visam o crescimento organizado e sustentável.

Sonda Procwork gere jurídico da Rodobens
O conglomerado Empresas Rodobens adotou o pacote BC Legal Enterprise, da Sonda Procwork, para gerir os processos de seu setor jurídico.

A solução substituiu o antigo software desenvolvido internamente pela companhia, oferecendo mais escalabilidade para facilitar sua expansão em termos de pontos de venda, número de colaboradores e de clientes.
Tedesco: 26 novos clientes diversificam carteira

A gaúcha Tedesco Tecnologia acaba de agregar 26 novos clientes à sua carteira.

As novas empresas usuárias das soluções da companhia, especializada em TI para departamentos jurídicos, diversificam o leque de atendimento em segmentos como construção e engenharia, comunicação e serviços gráficos, veículos e autopeças, química e petroquímica e agricultura.

Tedesco: sede 3 vezes maior em São Paulo

A gaúcha Tedesco acaba de inaugurar uma nova sede em São Paulo.

A empresa, que de 2002 a 2009 manteve uma média de crescimento anual de 40%, muda-se na capital paulista para uma área de 600m², praticamente três vezes a do antigo escritório.

Com o novo espaço, a meta da empresa especializada em sistemas de gestão para departamentos jurídicos corporativos é triplicar também a equipe de colaboradores.

IPO do LinkedIn levanta US$ 352,8 mi

A LinkedIn levantou US$ 352,8 milhões em uma oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos depois de precificar suas ações na extremidade superior do intervalo sugerido, diz a Bloomberg.

Com sede em Mountain View, na Califórnia, a companhia vendeu 7,84 milhões de ações a US$ 45 cada nessa quarta-feira, 18. A LinkedIn elevou a faixa de preço para US$ 42 a US$ 45, de US$ 32 a US$ 35.

Groupon deve chegar a IPO com US$ 15 bi

O site de compras coletivas Groupon deve chegar em breve à bolsa americana com um valor de mercado de aproximadamente US$ 15 bilhões.

De acordo com fontes não identificadas contatadas pelo blog Deal Book do jornal norte-americano The New York Times, a empresa já negociou os termos da venda inicial de ações (IPO) com dois banqueiros na semana passada.

A relação do Groupon com o mercado de capitais é estreita. Em apenas dois meses, a companhia levantou US$ 1,45 bilhão.

64% do IPO da Droga Raia são de estrangeiros

A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglê) de ações da Droga Raia teve participação majoritária de investidores estrangeiros, que ficaram com 64,8% do total.

O valor inicial atingiu R$ 654,69 milhões, ao preço de R$ 24 por ação, informa o site Exame.com.

O lote suplementar atingiu 15% ou 3,55 milhões das ações inicialmente ofertadas.

IPO do Groupon pode ocorrer até maio

Depois de rejeitar uma oferta de compra de US$ 6 bilhões do Google no final do ano passado, o site de compras coletivas Groupon deve abrir o seu capital até maio próximo.

As informações são do jornal norte-americano New York Times.

O site estaria planejando uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

Multi fará IPO em 2012

O Grupo Multi, dono das marcas Wizard, Skill, SOS, Bit Company, Microlins e Yázigi, deve abrir capital em 2012.

Segundo informações do Brasil Econômico, a empresa estará empenhada durante todo o ano de 2011 em preparar os negócios para a abertura de capital em 2012.

Uma nova aquisição – a última foi a do Yázigi, cujo valor foi estimado pelo percado em R$ 100 milhões - deve acontecer ainda no primeiro semestre de 2011.