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A Embratel Participações fechou o primeiro trimestre do ano com lucro líquido de R$ 189,7 milhões, ligeira alta de 1,23% com relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma base de comparação, a receita líquida cresceu 8%, para R$ 2,96 bilhões.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 2,6%, para R$ 789,5 milhões.

Segundo a operadora, a alta tímida se deve ao crescimento na receita de serviços de TV por assinatura via satélite, que fechou em R$ 160 milhões no período. Já o serviço de chamadas de longa distância sofreu uma redução de 4,8% na receita.

A queda, especialmente entre a receita das ligações internacionais na Embratel, preocupa também a Anatel. Segundo matéria da Folha de S. Paulo, em março, a agência quer proteger a empresa.

Segundo o jornal, a Embratel é obrigada a praticar as tarifas definidas pela Anatel. Justamente por ser a única concessionária de chamadas para fora do país, ela não pode oferecer descontos aos clientes que fazem chamadas internacionais, por exemplo. Já as concorrentes (autorizatárias) têm liberdade de preço.

Conforme a reportagem, as receitas de telefonemas internacionais da Embratel caíram 50%, passando de R$ 857 milhões em 2003 para R$ 425 milhões em 2009. No ano passado, a concessionária deixou de divulgar sua receita de chamadas internacionais.

Especialistas consultados pelo jornal estimam que o crescimento de empresas como o Skype tenha tomado 15% do mercado das operadoras, principalmente da Embratel. Projeções da Cisco indicam que o tráfego de VoIP crescerá 150% até 2014.

Segundo a consultoria Teleco, com informações próprias e da Anatel, a Embratel foi a terceira em market share de serviços no terceiro trimestre do ano passado - último dado disponível. A empresa tinha 15,8% de mercado, antecedida pela Telefónica (27,1%) e Oi (49,2%).