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O lucro líquido da TIM quadruplicou no primeiro trimestre de 2011, em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 213,5 milhões (alta exata de 291%).

A receita bruta total da operadora cresceu 17,3% ano a ano, chegando a R$ 5,4 bilhões, enquanto a receita líquida foi de R$ 3,8 bilhões, alta anual de 13,8%.

A receita líquida de serviços subiu 9% ano/ano, totalizando R$ 3,46 bilhões.

No trimestre, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia alcançou R$ 1,03 bilhão, alta anual de 9%.

Levando-se em conta apenas o Ebit (lucro antes de juros e impostos), o valor dobrou ano a ano, ficando em R$ 350 milhões.

No 1T11, o fluxo de caixa operacional da operadora fechou em R$ 736 milhões, crescimento de 186% sobre os primeiros três meses de 2010.

Em número de linhas, a TIM encerrou o trimestre com 52,8 milhões de ativos, 24,7% a mais do que no mesmo período do ano anterior - 1,8 milhão de adições líquidas, 45% superior ao 1T10.

O número deixa a tele com 25,1% de participação de mercado, segundo dados da Anatel referentes a março.

“Este foi o melhor primeiro trimestre registrado em toda a história da TIM Brasil”, afirma Luca Luciani, presidente da subsidiária. “Nos firmamos cada vez mais como a segunda operadora móvel em valor no país”, ressalta.

Segundo o presidente, no primeiro trimestre deste ano a companhia quadruplicou as vendas de smartphones, com 900 mil unidades comercializadas, o que foi fundamental para crescer a penetração no segmento de dados.

“E sem subsídio”, comemora Luciani.

No trimestre, a companhia vendeu 40% mais web e smartphones do que nos primeiros três meses do ano passado, o que também potencializou a receita de dados, que teve crescimento bruto de 32% ano/ano e atingiu R$ 640 milhões no trimestre.

Neste quesito, só o plano Infinity Web ultrapassou 1,3 milhão de usuários únicos/dia, conforme balanço divulgado pela concessionária.

No último trimestre, a base pré-paga da companhia cresceu 26,3% ano a ano, totalizando 45 milhões de usuários, e a pós-paga fechou o trimestre com 7,7 milhões de assinantes, crescimento de 16,4%.

O MOU (minutos por usuário) da TIM também cresceu no trimestre, atingindo 126 minutos, ou 26,7% a mais do que a taxa registrada de janeiro a março de 2010.

“Apesar da velocidade de crescimento, mantemos nossa política de controle estrito de custos”, explica Luciani. “O SAC (Custo de Aquisição por Cliente) caiu para R$ 36, queda de 51% se comparado ao mesmo trimestre do ano anterior”, detalha.

Um dos fatores para isso, conforme o executivo, é a política adotada pela operadora de oferecer benefícios em serviços e não mais em subsídio de aparelhos.

A inadimplência dos usuários também caiu, chegando ao menor patamar da historia da TIM, comemora Luciani: o índice totalizou R$ 42 milhões no 1T11, 55% a menos do que no mesmo período do ano passado, equivalendo a 0,8% da receita bruta total.

Agora, segundo o presidente, a meta da operadora é acelerar o crescimento para os próximos meses com base na ampliação das vendas de smartphones.

“Queremos realizar, até o fim do ano, o que o mundo levou, em média, cinco anos para fazer”, promete o executivo.

O plano é que, até o final de 2011, a penetração de smartphones na base da operadora passe a 18%, tendo partido de 8% em setembro de 2010, quando a TIM lançou seus novos planos de dados, Infinity e Liberty Web.